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Ex-candidato do NOVO que criticou Ricardo Salles é citado em delação de Palocci e deixará o partido

Informação publicada originalmente no site ‘O Antagonista’ foi repercutida até nas redes sociais do Ministro Ricardo Salles, que havia sido alvo de representação de Trindade para que fosse suspenso da legenda

- Publicado no dia
Marcelo Trindade em momento de campanha ao governo do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

O advogado Marcelo Trindade, ex-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Novo, foi citado pelo ex-ministro do PT, Antonio Palocci, em delação premiada. Segundo informações preliminares divulgadas na noite desta quinta-feira (29) pelo site O Antagonista, Trindade “pressionou o ministro para atuar contra Abilio Diniz” enquanto “representava o grupo francês Casino”. [1]

Trindade é professor de direito da PUC-Rio, ex-conselheiro da Bolsa de Valores de São Paulo e ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a informação preliminar, não fica claro se Trindade teria ou não cometido algum ato ilegal ou qual tipo de pressão, supostamente, teria feito ao petista.


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Assim que publicada, no entanto, a nota já se tornou arma política nas redes sociais. O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, compartilhou o link e provocou o advogado: “Fique tranquilo, Marcelo Trindade, que não entrarei contra você no Conselho de Ética do partido”.

Salles, como noticiado pelo Boletim na Coluna Panorama do último domingo (25), foi alvo de uma representação de Trindade, do deputado estadual Chicão Bulhões (NOVO/RJ) e do ex-candidato Ricardo Rangel que solicitou a suspensão do Ministro dos quadros do Partido Novo.

No início da madrugada desta sexta-feira (30), Trindade respondeu Salles no Twitter e anunciou que iria se desfiliar do partido, mas não parar de apoiá-lo. “Não aceito que minha presença prejudique o partido”, desabafou, sem dar maiores explicações sobre a denúncia.

Polêmicas

Marcelo Trindade e Eduarda La Rocque (Foto: Reprodução)

Com um patrimônio declarado de R$ 82 milhões, a candidatura de Marcelo Trindade ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Novo em 2018 foi permeada de polêmicas.

Além de ter sido o último pré-candidato anunciado, devido a desistência do técnico de voleibol Bernardinho de entrar no pleito, Trindade não foi abraçado como uma opção de viés de direita pelos eleitores.

A primeira polêmica se deu por Trindade ter tido uma das auxiliares para a construção de seu programa de governo a economista Eduarda de La Rocque. A profissional, além de já ter atuado como conselheira econômica do socialista Marcelo Freixo (PSOL) na campanha à prefeitura do Rio em 2016, publicava opiniões de esquerda em veículos cariocas. Um dos artigos escritos por ela, por exemplo, elogiava Lula e criticava Sérgio Moro.


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O fato gerou uma mobilização de filiados e apoiadores do partido contra a pré-candidatura. O Partido Novo divulgou uma nota, dias depois, dizendo que “ficou evidente” que os posicionamentos de Eduarda possuia “muitas diferenças ideológicas em relação ao NOVO” e que “Trindade percebeu a incompatibilidade da indicação e decidiu revertê-la”. Em nenhum momento, no entanto, Trindade desculpou-se pela nomeação e, nas redes, atribuiu a saída de La Rocque por um pedido de demissão.

Outro destaque negativo da candidatura foi quando foi denunciado que Marcelo Trindade havia doado dinheiro para a campanha do deputado federal Alessandro Molon em 2014, quando ainda era do PT. Na ocasião, ao Boletim da Liberdade, o então candidato ao governo afirmou que a doação havia sido “em reconhecimento ao seu mérito de buscar a atuação política como meio de expressão legítima de suas ideias” e “não significavam adesão às suas posições políticas”.

Ao fim, o advogado obteve 86,8 mil votos, ou 1,14% dos votos válidos, sendo o candidato a governador pelo partido com menor desempenho nas eleições de 2018.

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