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Chanceler divulga posição do Brasil sobre internacionalização da Amazônia

Ernesto Araújo afirmou que Brasil não deve aceitar iniciativas que relativizem a soberania do território e que há correntes que querem usar diversos pretextos para esse objetivo

- Publicado no dia
Embaixador Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, divulgou na noite desta segunda-feira (26) um comentário nas redes sociais sobre as polêmicas declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre uma possível internacionalização da Amazônia.

“O Brasil não aceitará nenhuma iniciativa que implique relativizar a soberania sobre o seu território, qualquer que seja o pretexto e qualquer que seja a roupagem”, escreveu o chanceler.


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Antes, Araújo frisou que “está muito evidente o esforço, por parte de algumas correntes políticas, de extrapolar questões ambientais reais transformando-as numa ‘crise’ fabricada, como pretexto para introduzir mecanismos de controle externo da Amazônia”.

Contexto

Principal voz internacional critica aos incêndios da Amazônia, o presidente francês teve frustrada a expectativa de pautar a reunião do G7 com o tema. O documento final da reunião não mencionou a floresta.

Macron também foi duramente criticado pelo novo primeiro ministro britânico, Boris Johnson, que pontuou que não se deve utilizar o tema para cancelar acordos comerciais já firmados, como o de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A França é uma das principais críticas ao acerto.

Nesta segunda (26), mais cedo, Macron foi questionado por um jornalista sobre uma possível internacionalização da Amazônia. Ele respondeu que é um tema que “permanece aberto e continuará a prosperar, nos próximos meses e anos”.

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