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Em novo vazamento, Sérgio Moro critica suposto ato do MBL contra STF

Conversas vazadas desta vez em parceria com o jornal ‘Folha de S. Paulo’, Deltan Dallagnol teria elogiado e acalmado então juiz Sérgio Moro em momento de críticas; Moro critica ato de liberais contra Teori no RS

- Publicado no dia
Sérgio Moro (Foto: AFP / Evaristo Sá)

Em vazamento divulgado na madrugada deste domingo (23) pelo jornal Folha de S. Paulo em parceria com o blog The Intercept, o ex-juiz federal Sérgio Moro teria citado de forma crítica, em suposta conversa com o procurador Deltan Dallagnol, o Movimento Brasil Livre. [1][2][3]

O contexto da conversa, realizada no dia 23 de março de 2016, seria uma preocupação dos dois sobre possíveis reprimendas do Supremo Tribunal Federal à atuação do então juiz. Naquela ocasião, os processos decorrentes da Operação Lava Jato corriam o risco de ser desmembrados e Moro vinha sofrendo críticas após o vazamento de diálogos privados da família do ex-presidente Lula. [3]


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O grupo “La Banda Loka Liberal”, formado por ativistas liberais no Rio Grande do Sul e que tem entre os fundadores o atual vereador de Porto Alegre, Felipe Camozzato (NOVO), havia iniciado no dia anterior (22) um acampamento em frente do apartamento do então ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, na capital gaúcha. Zavascki, morto no início de 2017, era o relator da Lava Jato no Supremo.

Ato do ‘La Banda Loka Liberal’ em frente ao apartamento de Teori Zavascki; na ocasião, ativistas chamaram mobilização de ‘Acampamento Sérgio Moro’ (Foto: Reprodução/Facebook)

“Não sei se vocês tem algum contato [com eles], mas alguns tontos daquele Movimento Brasil Livre foram fazer protesto na frente do condomínio do ministro. Isso não ajuda, evidentemente”, escreveu Moro. Em matéria da tarde daquele dia, a Folha de S. Paulo havia retratado que “La Banda Loka Liberal” era ligada ao MBL.

Deltan, então, responde: “Se quiser, vou atrás para ver se temos algum contato, mas, não sendo [o ato] violento ou [sem] vandalizar, não acho que seja o caso de nos metermos nisso por um lado ou outro…”. Mais de 20 minutos depois, Dallagnol complementa: “Não, com o MBL não [temos contato]. Eles ficaram meio ‘bravos’ com a gente porque não quisemos apoiar as manifestações contra o governo no ano passado. Eles são declaradamente pró-impeachment”. Moro assentiu com um breve “Ok”.

Folha de S. Paulo procurou o ex-ministro para comentar as declarações. Em nota enviada ao jornal, Moro afirma que não confirma as mensagens trocadas e que “repudia ainda a divulgação de suposta mensagem com o intuito único de gerar animosidade com movimento político que sempre respeitou e que teve papel cívico importante no apoio ao combate à corrupção”.


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Deltan Dallagnol (Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo)

Ênfase trazida pela Folha

O principal ponto trazido pela reportagem deste domingo (23) na Folha de S. Paulo seria uma suposta articulação da equipe da força-tarefa da Operação Lava Jato em apoio a Sérgio Moro, que na época era o titular da 13ª vara federal de Curitiba. A proximidade entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol é considerada suspeita pelo blog The Intercept, que ao longo de suas reportagens tem buscado mostrar suposta parcialidade do juiz Sérgio Moro. [4]

Em meio a crescentes críticas, inclusive do Supremo Tribunal Federal, Deltan Dallagnol de acordo com os vazamentos buscou acalmar Moro: “Saiba não só que a imensa maioria da sociedade está com você, mas que nós faremos tudo o que for necessário para defendê-lo de injustas acusações. Uma das coisas que mais tenho em você – uma nova face de suas qualidades – é a serenidade com que enfrenta notícias ruins e problemas”, afirmou o procurador.

“Se alguém tivesse te apresentado tudo o que aconteceria num caso como esses há 5 anos e te desse a opção de entrar nisso ou não, eu não tenho dúvidas de que você [Sérgio Moro] entraria com tudo. Não há como estar [julgando] no maior caso de corrupção que envolve os maiores interesses da República e esperar águas tranquilas. Continue firme, não desanime e conte conosco”, disse o procurador.

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