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Trump e Obrador comemoram acordo sobre imigração entre EUA e México

Após ameaça de Donald Trump em aumentar tarifas de importação de produtos mexicanos, presidente Lopez Obrador enviou 6 mil soldados para fronteira com a Guatemala para evitar fluxo da América Central
(Foto: Reprodução / Notícias ao minuto)
(Foto: Reprodução / Notícias ao minuto)
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O presidente do México, López Obrador, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegaram a um acordo na última sexta-feira (7) que evitará a sobretaxação de produtos mexicanos que teria início nesta segunda-feira (10). [1][2]

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No último dia 30, Trump havia anunciado uma escala progressiva de taxas que aplicaria sobre o México caso o país não eliminasse ou reduzisse drasticamente a quantidade de emigrantes ilegais cruzando a fronteira. As alíquotas começariam em 5% e terminariam, em outubro, em 25%, o que poderia ter grande impacto sobre as exportações mexicanas. [3]

A primeira medida que López Obrador se comprometeu a fazer para Trump é enviar para a fronteira do país com a Guatemala um efetivo de 6.000 soldados de sua Guarda Nacional. A ideia é impedir o fluxo de imigrantes que saem da América Central rumo aos Estados Unidos pelo México. [4]

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Em troca, Trump teria prometido que daria melhor assistência aos imigrantes ilegais capturados nos Estados Unidos.

“Estamos muito animados com o novo acordo com o México. Gostaria de agradecer ao presidente Lopez Obrador e seu Ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard. Juntos, com todos os parlamentares dos Estados Unidos e México, vamos trabalhar para nosso acordo de imigração fique completo”, escreveu Trump no Twitter. [5]

Obrador também decidiu se manifestar neste sábado (8) na rede social sobre o acordo. Ele afirmou que levantará a Trump uma mão “aberta e franca” e “reitera a disposição à amizade, ao diáologo e a colaboração para o bem dos respectivos povos”. [6]

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Eleito em 2016 para o seu primeiro mandato presidencial, Donald Trump tinha como um dos principais lemas de campanha a declaração de que “construiria um muro” com o México e que faria o próprio México pagar a conta. De olho na reeleição em 2020, o anúncio da super tributação ao México em decorrência da crise migratória foi, por isso, interpretada como parte de uma promessa cumprida – ainda que na mídia.

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