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Raphael Lima e Yago Martins discutem sobre a importância da internet em evento

Donos dos canais “Ideias Radicais” e “Dois Dedos de Teologia”, youtubers acumulam centenas de milhares de inscritos na plataforma; em sua palestra, Martins apontou os riscos da violência do “olavismo cultural”

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Raphael Lima fala em sua participação em painel sobre a internet na VI Conferência de Escola Austríaca de Economia. Ao meio, o mediador Raduan Melo e, à direita, Yago Martins (Foto: Boletim da Liberdade)

Os youtubers Raphael Lima, do canal “Ideias Radicais”, e Yago Martins, do canal “Dois Dedos de Teologia”, debateram sobre a importância da internet na defesa da liberdade nesta sexta-feira (10) na VI Conferência de Escola Austríaca de Economia, promovida pelo Instituto Mises Brasil na Universidade Mackenzie de São Paulo.

Segundo Raphael, a internet “baixou drasticamente o custo de fazer pressão e demonstrar insatisfação”. Dono do canal Ideias Radicais, com 562 mil inscritos, o youtuber revelou que decidiu criar o projeto após perceber que seria a maneira mais acessível de divulgar as ideias da liberdade.

“Hoje, a gente sabe uma série de escândalos de corrupção para todo lado. Isso acontece porque a informação está amplamente disponível. Nós podemos criar grupos de pressão diretamente de casa, sem precisar estar em Brasília, na sede do governo, como faziam e seguem fazendo os grupos de pressão tradicionais. Foi assim que criamos o nosso canal. Não tinha dinheiro para ter uma rádio, nem influência para ter artigos publicados em jornais, mas podia, por exemplo, criar um canal”, disse.

Por fim, o influenciador digital convocou os presentes a usarem “as ferramentas que estão à disposição” para demonstrar a insatisfação, citando como exemplo a importância de divulgar no Twitter críticas ou perguntas a parlamentares.

Yago Martins palestra na VI Conferência de Escola Austríaca do Instituto Mises Brasil (Foto: Boletim da Liberdade)

A palestra de Yago Martins, que mantém um canal de teologia no YouTube com 406 mil inscritos e, recentemente, passou a comandar o podcast do Instituto Mises Brasil, focou a importância do diálogo com o divergente. Pastor da Igreja Batista, criticou a “interação com o adversário com base na humilhação”, que chamou de “olavismo cultural”, em referência ao “espírito do movimento político que surgiu a partir de Olavo de Carvalho”.

“A esculhambação metodológica é o método da violência. Não devemos usá-lo se nós estamos interessados no poder das ideias e acreditamos que apenas ideias iluminam a escuridão. Precisamos que as ideias cheguem em pessoas que não concordam hoje com a gente. Precisamos sair da nossa bolha. A gente não consegue capilaridade para discutir na esfera pública se não estivermos dispostos a sair da bolha liberal. Sentar com quem pensa de forma distinta, tomar um café com quem pensa diferente de você”, observou.


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Para Martins, é fundamental “colocar as próprias ideias em xeque” por meio de confrontação. Segundo ele, a interação amigável com quem pensa diferente também ajuda a “compreender os pontos cegos” da teoria que se defende.

“É preciso ter humildade hermêutica. Por isso, envio a pergunta: quais são as suas zonas de desconforto? Quais assuntos você estaria disposto a brigar? O caminho da liberdade é tortuoso. A internet é um ambiente importante para a gente sair da bolha liberal, mas só vamos nos comunicar com o mundo com uma postura que faça sentido à nossa volta”, concluiu.

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