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Helio Beltrão: salários seriam 40% maiores se não fosse preciso tapar o rombo da Previdência

Presidente do Instituto Mises Brasil abriu o segundo dia de palestras da VI Conferência de Escola Austríaca de Economia e provocou presentes sobre a possibilidade de se acabar com a Previdência Social
Foto: Boletim da Liberdade
Helio Beltrão palestra na VI Conferência de Escola Austríaca (Foto: Boletim da Liberdade)
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O presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão, tratou da importância da reforma da Previdência na primeira palestra do segundo dia da VI Conferência de Escola Austríaca de Economia, realizado nesta sexta-feira (10), em São Paulo. Em sua exposição, Helio afirmou que se o brasileiro não precisasse pagar o rombo da Previdência, o salário individual das pessoas cresceria em torno de 40%.

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“Hoje, as pessoas ganham muito menos do que poderiam estar ganhando se não tivessem que tapar o rombo da pirâmide. Mas isso ninguém fala no jornal”, afirmou o economista, exemplificando que uma pessoa que ganha R$ 2 mil receberia R$ 2,8 mil.

Helio previu também que, caso o regime de capitalização proposto por Guedes seja aprovado, o rombo da Previdência eventualmente poderá crescer ainda mais no futuro sem a contribuição das novas gerações.

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“A situação é dramática na nossa Previdência. Há um enorme conflito de interesse entre os jovens, que contribuem hoje para tapar o buraco do passado mas que não verão o dinheiro no futuro, e os mais velhos, que querem suas aposentadorias pagas”, disse.

O presidente do IMB afirmou ainda que uma possibilidade para amenizar o problema do regime de repartição seria “colocar o FGTS e as estatais dentro da Previdência”. “O que se conseguisse na privatização, ajudaria o regime”, especulou.

A Previdência é necessária?

Ao fim da exposição, o presidente do IMB provocou os presentes sobre a necessidade de existir uma Previdência Social e até questionou a solução da capitalização, proposta por Guedes.

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“O grande desafio liberal é saber se as pessoas precisam estar em um regime de Previdência, seja o atual, de repartição, seja o da capitalização – onde você é obrigado a depositar e tem regras par sacar. Portanto, na prática, o dinheiro da pessoa. Em resumo, enquanto o governo precisar dizer o que as pessoas precisam fazer, não haverá interesse por investimentos, nem responsabilidade individual”, comentou Helio, salientando que o fim de um regime de Previdência não significaria necessariamente que a sociedade não vá ajudar quem esteja “abaixo da linha de dignidade”.

Questionado sobre o por que ninguém estar discutindo sobre o fim da Previdência, Beltrão afirmou que a missão do Instituto Mises Brasil é justamente essa. E que, ao longo do tempo, inúmeras questões trazidas ou estimuladas pelo IMB acabaram tornando-se, depois, debates da sociedade.

“É o nosso dever falar sobre o regime das contas individuais, é o nosso dever propor que quem esteja dentro da pirâmide [a Previdência Social no regime de repartição] resolva os próprios problemas, bem como se deveria existir um regime que tira o seu dinheiro e não te dá acesso a ele. Essa palestra é uma primeira proposta de colocar essas questões à mesa”, concluiu.

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