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Bolsonaro critica mídia após declaração sobre Holocausto ser mal recebida

Almoço oferecido por líderes evangélicos ao Presidente Jair Bolsonaro, contou ainda com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, no Rio de Janeiro

- Publicado no dia
Bolsonaro em Israel (Foto: Alan Santos / PR)

O presidente Jair Bolsonaro classificou neste domingo (14) como “jogo sujo e desinformante da mídia” a repercussão sobre uma controversa declaração sobre o Holocausto nazista.

Na última quinta-feira (11), o presidente, em encontro com líderes evangélicos no Rio de Janeiro, afirmou que o fato “até poderia ser perdoado, mas jamais esquecido”, o que suscitou críticas de líderes judaicos. [1]

O presidente também divulgou em seu perfil no Instagram uma foto do que teria escrito no livro do Museu do Holocausto, em Israel. Em próprio punho, escreveu que “quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro – ousar e vencer”, tentando mostrar que em nenhum momento buscou desvalorizar o massacre cometido pelos nazistas.


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Mensagem do Presidente Bolsonaro no Museu do Holocausto (Foto: Reprodução/Instagram)

Polêmica

Para o professor de Relações Internacionais Andre Sena, ouvido pelo Boletim da Liberdade, a fala inicial de Bolsonaro foi ponderada e faz parte da cultura cristã, que valoriza o perdão. Ele, que assistiu a palestra na íntegra, garantiu também que o presidente foi muito aplaudido pelos convidados, entre eles o presidente do STF, Dias Toffoli, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM/AP).

Segundo Sena, que é judeu e membro ativo da comunidade judaica, a fala do presidente não gerou grandes impactos no Brasil. Já a principal crítica israelense à declaração de Bolsonaro, que veio do presidente do Museu do Holocausto é compreensível. Afinal há o risco de que qualquer fala pública possa gerar revisionismo à história do Holocausto.

“É uma instituição que está muito atenta a qualquer tipo de declaração de homens públicos que possa abrir qualquer tipo de brecha para revisionismos históricos, ou negacionismo histórico, em relação ao Holocausto. É também o papel do museu rapidamente se colocar em relação a isso, mesmo muito provavelmente tendo a consciência de que a fala de Bolsonaro não é tão impactante”, afirmou.

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