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Monitoramento do Estado se faz necessário em setores estratégicos, diz Luiz Philippe Orleans e Bragança

Deputado federal eleito pelo PSL aproveitou a discussão pública em torno das relações bilaterais entre o Brasil e a China para defender que o país monitore com cuidado setores estratégicos

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/Facebook

O deputado federal eleito pelo PSL de São Paulo, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, publicou nesta sexta-feira (18) um artigo em seu site onde defende que é “necessário” que o Estado faça “algum monitoramento” em “setores estratégicos”, especialmente referindo-se à participação de países estrangeiros no Brasil.

O texto, intitulado de “O balanço com a China”, aborda a relação comercial do Brasil com o país asiático e como a questão ideológica, ou política, deve influenciar os acordos bilaterais. O tema está em voga após a crítica de Olavo de Carvalho à excursão de parlamentares brasileiros para o país.

“Para a maioria das situações, trocas devem ocorrer livremente. No entanto, há casos quando a política interfere nas questões econômicas. É aí quando, como país, temos que nos resguardar”, escreveu o político, defendendo em seguida que “há boas razões para ressalvas com a China”.

Antigo filiado do Partido Novo e, depois, pouco antes da eleição, ao PSL, Bragança explicou que na China há “pouca separação entre o Estado e as grandes empresas”.


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“Em um Estado criado a partir do comunismo Maoista, várias grandes empresas surgiram do Estado Chinês ou representam interesses políticos do mesmo”, afirmou.

Em seguida, o parlamentar eleito cita alguns episódios envolvendo chineses, entre os quais a compra de terras em países africanos visando escoamento preferencial para o país asiático e suspeitas de instalação de aparelhos de espionagem em produtos eletrônicos.

“Há empresas chinesas que fazem ótimos produtos e que não possuem vínculo nenhum com a política de Estado Chinês por não serem operações estratégicas. […]  No caso das grandes empresas de setores estratégicos como infraestrutura, telecomunicações, tecnologia, alimentício, entre outros, algum monitoramento do nosso Estado se faz necessário. Caso a caso. Devemos garantir que nossos eleitores consumidores estejam protegidos por nossa coisa pública. Sempre”, conclui o artigo.

Leia na íntegra clicando aqui.

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