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Eduardo Bolsonaro desabafa sobre questão de travestis no ENEM

Deputado federal Eduardo Bolsonaro deixou recado para os estudantes dizendo que conhecimentos sobre ‘sexualidade, feminismo, linguagem travesti e machismo’ terão ‘pouca ou nenhuma importância’ na carreira

- Publicado no dia
Alexandre Frota e Eduardo Bolsonaro, duas recentes lideranças da direita brasileira (Foto: Gustavo Oliveira/Democratize)

O filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL), manifestou-se na manhã desta segunda-feira (5) nas redes sociais sobre a polêmica questão aplicada no ENEM 2018 envolvendo um suposto “dialeto secreto utilizado por gays e travestis”. [1][2]

Para Eduardo, que também foi o deputado federal mais votado do Brasil em 2018, “não é requisito mínimo para ser Ministro da Educação saber sobre dicionário dos travestis ou feminismo”.


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Além da ironia, o parlamentar deixou um recado para os estudantes: “Quando vocês forem ser entrevistados para um emprego ou estiverem abrindo um empreendimento, aviso: sexualidade, feminismo, linguagem travesti, machismo e etc terão pouca ou nenhuma importância. Portanto, estude também o que lhe deixará apto para a vida”.

Eduardo também retweetou um comentário de uma internauta que diz que o ENEM “escancarou a necessidade da aprovação do Escola Sem Partido”, projeto idealizado pelo procurador Miguel Nagib e abraçado pela campanha do pai.

A questão

A questão polêmica da prova do ENEM aplicada neste domingo (4) é uma adaptação de uma reportagem publicada no site “Mídia Max” em abril de 2017.

O artigo convida os leitores a conhecerem o um dialeto “com origem no iorubá” e que foi “adotada por travestis e ganhou a comunidade”.

“‘Nhaí, amapô! Não faça a loka e pegue meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!’ Entendeu as palavras dessa frase? Se sim, é porque você manja  alguma coisa de pajubá, o ‘dialeto secreto’ dos gays e travestis”, diz o lead do texto apresentado aos estudantes.

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