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Jair Messias Bolsonaro está eleito presidente da República

Ele será o 38º a assumir o cargo na história republicana brasileira, com um programa de governo que une medidas econômicas liberais com rigor no combate ao crime

- Publicado no dia
(Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS)

Com 55% dos votos e 88% das urnas apuradas, o deputado e militar da reserva Jair Messias Bolsonaro (PSL) está oficialmente eleito para a Presidência da República. Ele será o 38º a ocupar o cargo na história republicana brasileira.

Histórico

Formado na Academia Militar das Agulhas Negras e tendo servido na brigada paraquedista do Exército, Bolsonaro começou a ser conhecido pelo público em 1986, quando publicou um artigo criticando os salários de oficiais militares. Ele foi eleito vereador em 1988, quando tinha o posto de “capitão”.

Desde 1991 integrando a Câmara dos Deputados em sete mandatos consecutivos, Bolsonaro chegou a ser filiado a oito partidos durante sua carreira. O PSL, atual legenda, abrigou Bolsonaro em janeiro de 2018, o que estimulou a corrente liberal interna do partido, Livres, a se retirar, alegando incompatibilidade com a figura de Jair.

Bolsonaro apresentou 171 projetos de lei e foi relator de 73, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. Como deputado, conseguiu aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que determinava a impressão do voto, cuja aplicação foi impedida pelo STF, um projeto de lei que isentava bens de informática do Imposto sobre Produtos Industrializados e outro que autorizava o uso da fosfoetanolamina para combate ao câncer.

Entre as bandeiras que defendeu, incluem-se uma PEC para realização de cirurgias de laqueadura e vasectomia no Sistema Único de Saúde por maiores de 21 anos, a castração química para estupradores e o combate ao “kit gay”, material escolar que teria conteúdo de apelo sexual. A notoriedade de Bolsonaro se deu por suas opiniões polêmicas proferidas ao longo do tempo, como sua apologia ao regime militar e seus comentários sobre homossexuais.


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Programa de governo

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Com o título “O Caminho da Prosperidade”, o plano do governo Bolsonaro considera como princípios fundamentais o direito à vida, a liberdade, a fraternidade e a propriedade, bem como o respeito à família. Contrariando os críticos que costumam apontar riscos autoritários e demagógicos em um governo Bolsonaro, o texto alveja ao mesmo tempo o perigo dos populistas e qualquer solução para os problemas do país que não respeite os limites constitucionais.

As prioridades de Bolsonaro são segurança, saúde e educação, com “tolerância zero” para o crime e a corrupção.  O texto se destaca em seu início por responsabilizar a esquerda, o gramscismo, a “política de conchavos” e o Foro de São Paulo por diferentes aspectos da crise nacional, como o crescimento da criminalidade. O programa de Bolsonaro também diz que o liberalismo econômico nunca foi a diretriz maior dos governos brasileiros e precisa ser encampado pela próxima administração.

Além da ênfase em acordos bilaterais para as relações internacionais, Bolsonaro promete para a economia a manutenção do tripé macroeconômico, contenção das contas públicas, Ministério da Economia e Banco Central independente como principais organismos da gestão econômica, corte de privilégios (com atenção especial aos custos ligados ao Governo Federal), eliminação do déficit público primário no primeiro ano de governo como meta, introdução paulatina do modelo de capitalização para a Previdência, simplificação e unificação de tributos, criação do imposto de renda negativo (teoria do economista Milton Friedman), privatização de empresas estatais, liberdade sindical e absoluta ausência de qualquer financiamento público para sindicatos, além de uma ampla abertura comercial.

Ele também sustenta a revisão do Estatuto do Desarmamento e o combate à doutrinação ideológica nas escolas.

(Foto: Reprodução / Uol)
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