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‘Guerra com a Venezuela seria perda de tempo, esforço e dinheiro’, diz especialista

Para o internacionalista Pedro Rafael, um confronto militar com a Venezuela seria prejudicial para a economia brasileira e também não seria bem vista pela oposição venezuelana
Caça Sukhoi Su-30 possui autonomia para decolar da Venezuela, atacar Brasília e voltar, de acordo com o site Airway. A Aviación Militar Bolivariana Venezolana tem 24 aerenoves desse modelo. (Foto: Divulgação)
Pedro Rafael é especialista em Venezuela (Foto: Reprodução/Facebook)

A especulação de que um eventual governo Bolsonaro (PSL) poderia acirrar um conflito ideológico ou mesmo militar com a Venezuela foi assunto nessa semana.

Na segunda-feira (22), o candidato do PT à presidência da República afirmou no programa Roda Viva que um filho de Jair Bolsonaro já havia mencionado interesse em dar início a um confronto bélico com o país vizinho. No mesmo programa, opinou que o Brasil não possui condições de enfrentar Maduro.

A afirmação de Haddad, no entanto, desagradou a cúpula do Exército e do candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), General Mourão (PRTB), para quem as forças armadas do Brasil possuem maior capacidade operacional.





Para falar sobre esse assunto, o Boletim da Liberdade conversou com o internacionalista Pedro Rafael, especialista em Venezuela, e que também é colaborador do Instituto Millenium:

Boletim da Liberdade: Com a vitória de Bolsonaro, um confronto militar entre Brasil e Venezuela pode vir a ocorrer, como disse Fernando Haddad? 

Pedro Rafael: Essa é uma hipótese surreal. O que pode acontecer é o reconhecimento da ditadura venezuelana como tal por parte de um eventual Governo Bolsonaro

Uma guerra seria perda de tempo, esforços e dinheiro. O Brasil, por exemplo, é um dos países que mais exporta para a Venezuela. Como ficaria essa situação se uma guerra fosse iniciada?





Boletim da Liberdade: Haddad afirmou que os venezuelanos estão superiores em poderio militar aos brasileiros, enquanto que o General Mourão afirmou que não. Qual país estaria mais preparado para o confronto?

Pedro Rafael: A Venezuela comprou nos últimos anos milhares de armas e aeronaves russas. Acredito, porém, que esses esforços não seriam suficientes para deter o Brasil. Mesmo com a crise financeira e o evidente sucateamento bélico, estamos mais preparados. Hoje, conta mais ter uma inteligência estruturada.

Caça Sukhoi Su-30 possui autonomia para decolar da Venezuela, atacar Brasília e voltar, de acordo com o site Airway. A Aviación Militar Bolivariana Venezolana tem 24 aerenoves desse modelo. (Foto: Divulgação)

Boletim da Liberdade: Você acredita que a sociedade brasileira apoiaria Bolsonaro em uma campanha militar contra a Venezuela?

Pedro Rafael: O Brasil é muito grande. Pessoas que estão sendo diretamente afetadas pela imigração venezuelana talvez apoiassem. Mas, do resto da sociedade, acredito que não. Não há hoje uma razão para isso ocorrer.





Boletim da Liberdade: Existem especulações que Trump já considerou ação militar contra a Venezuela. Acha possível isso realmente ocorrer?

Pedro Rafael: Assim como o Brasil, os EUA também afetariam sua economia se iniciassem outra guerra. A diferença, nesse caso, é o poderio militar dos americanos. Há quem diga que, hoje, em apenas duas horas Trump conseguiria dominar a Venezuela. Mesmo assim, se o objetivo fosse iniciar uma guerra, talvez bastasse um bloqueio econômico. Deixando de comprar petróleo venezuelano, por exemplo. E estabelecendo embargo aos países parceiros da Venezuela.

Boletim da Liberdade: A sociedade venezuelana que já está contra a ditadura de Maduro veria com bons olhos essa ação militar estrangeira nesse momento?

Pedro Rafael: Creio que nenhuma guerra ou invasão seria bem vista pelos venezuelanos atualmente. Mesmo quem está na oposição olharia desconfiado.





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