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Janaína recusa ser vice de Bolsonaro e príncipe fica mais próximo do posto

Advogada e autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma anunciou que não poderá assumir o posto em virtude de problemas familiares; plano B, segundo Bolsonaro, é sobrinho do impeador de jure
Janaína Paschoal (Foto: Reprodução / Conexão Política)

Janaína Paschoal (Foto: Reprodução / Conexão Política)

A advogada Janaína Paschoal anunciou na manhã deste sábado (4) oficialmente que não concorrerá como candidata à vice-presidência de Jair Bolsonaro (PSL). O anúncio foi feito em sua conta do Twitter. [1]

Professora de Direito na USP, Janaína afirmou que já comunicou a decisão à Bolsonaro e ao presidente provisório do PSL, Gustavo Bebbiano.

“Por questões familiares, por ora, eu não posso me mudar para Brasília. A minha família não me acompanharia”, explicou-se, pedindo em seguida desculpas ao Brasil por recusar a missão. [2]





Janaína também fez questão de deixar claro que Jair Bolsonaro não é machista. Sua possível indicação como candidata à vice era vista de forma positiva por ela ser uma mulher, eleitorado que, segundo pesquisas de intenção de voto, é menos propenso a votar no parlamentar.

“Sou testemunha de que Bolsonaro não é machista. Ele me tratou de igual para igual, desde o primeiro momento. Sou testemunha de que ele não é autoritário, cedeu em muitos pontos. Todos puderam constatar a sua tolerância com os meus posicionamentos”, disse. [3]

Agora, vice deve ser Mourão ou Príncipe





Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Gustavo Bebbiano e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução / Terça Livre)

Na sabatina de Jair Bolsonaro à Globo News na noite desta sexta-feira (4), o candidato do PSL afirmou de maneira categórica que o seu “Plano B” era  Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, conhecido informalmente como “príncipe”.

O advogado é sobrinho de Luiz de Orleans e Bragança, imperador de jure do Brasil, chefe da Casa Imperial, que assumiria o trono em caso de restauração monárquica que levasse em consideração a dinastia formal dos descendentes de Dom Pedro II.

Apesar da linha real, o pai de Luiz Philippe optou por recusar os direitos dinásticos para si e seus descendentes, de forma que o possível vice de Bolsonaro não poderia ser, formalmente, Imperador do Brasil, ou mesmo assumir a chefia da Casa Imperial – entidade que reúne os descendentes que pleiteiam o trono brasileiro.

Até o início do ano, o advogado era pré-candidato a deputado federal pelo Partido Novo. Fundador do movimento “Acorda Brasil”, Luiz Philippe é também escritor da obra Por que o Brasil é um país atrasado?, lançado em 2017, que esteve durante meses no rol dos livros mais vendidos do país.





Apesar de estar quase definido e, segundo informações divulgadas por outros veículos na imprensa, ter até contratado assessoria de imprensa especializada para divulgar o feito, existe ainda a pequena possibilidade de o general Mourão assumir o posto. Filiado ao PRTB, Mourão pode assumir a candidatura à vice-presidência para que o partido de Levy Fidelix apoie Bolsonaro.

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