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Sem decolar nas pesquisas, Flávio Rocha suaviza discurso e pode ser vice

Pré-candidato à presidência da República pelo PRB, Flávio Rocha começa a ser articulado pelo partido para assumir candidatura a vice de Geraldo Alckmin (PSDB); até agora, marketing não traduziu em intenções de voto
Rocha é carregado por apoiadores em recepção calorosa no aeroporto do Rio, não condizente com os resultados das pesquisas de intenção de voto (Foto: Reprodução/Facebook)
João Doria e Flávio Rocha em São Paulo. Aproximação dos dois pode indicar sintonia com o PSDB (Foto: Reprodução/Facebook)

A pré-candidatura de Flávio Rocha (PRB) à presidência da República perde força a cada dia. Por não decolar nas pesquisas, seu partido, o PRB, sonha agora com a possibilidade de encaixá-lo como vice de Geraldo Alckmin (PSDB). [1]

A informação foi publicada originalmente pelo colunista Lauro Jardim no jornal O Globo deste domingo (8). Mas as chances dessa possibilidade se concretizarem ainda são remotas, se tornando mais prováveis apenas se o tucano não se coligar com o DEM, Solidariedade ou PP.

Muito marketing, pouco resultado





Rocha foi lançado pré-candidato à presidência da República com o apoio do Movimento Brasil Livre nos primeiros meses de 2018, após capitanear, com a colaboração da entidade, a criação do movimento Brasil 200.

Inicialmente com um discurso liberal na economia e conservador nos costumes – e negando que tivesse o objetivo de ser candidato -, Rocha tecia críticas a Bolsonaro no campo econômico e a João Amoêdo por ter um projeto pouco “imediatista”.

Um dos principais argumentos utilizados por seus defensores era de que, devido ao pragmatismo, Rocha poderia ser o candidato liberal mais viável politicamente, o que acabou não se concretizando nas pesquisas de intenção de voto, apesar do apoio do MBL nas redes.

Por essa ou por outra razão, desde abril Rocha não é mais mencionado em novas publicações da página do Movimento Brasil Livre no Facebook, principal canal de comunicação da entidade. Ao mesmo tempo, passou a adotar um discurso mais moderado, rotulando-se como “pré-candidato do emprego”.





Rocha é carregado por apoiadores em recepção calorosa no aeroporto do Rio, não condizente com os resultados das pesquisas de intenção de voto (Foto: Reprodução/Facebook)

No final de maio, deixou claro o cortejo ao PSDB. O ex-presidente da Riachuelo participou de eventos em conjunto com o pré-candidato ao governo do São Paulo, João Doria (PSDB), que será aliado de Alckmin no plano nacional. No Facebook, enigmático, Rocha disse que se tratava de uma amizade que “se fortalecia a cada dia”. [2]

Candidato por um partido associado à Igreja Universal do Reino de Deus, do prefeito Marcelo Crivella, recentemente envolvido em uma polêmica sobre a laicidade do Estado, Rocha peregrinou o Brasil nos últimos meses participando de programas da Rede Record, de propriedade do líder da Universal.

Para fazer a imagem de um candidato popular, divulgou vídeos em suas redes sociais de recepções numerosas nos aeroportos, similares a de Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas. O efeito, porém, foi o inverso. “Eu queria saber se esses figurantes ganham bem pra fazer esse teatro”, ironizou um internauta. [3]

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