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Comentário de Comandante do Exército gera polêmica: intervenção à caminho?

General Villas Boas declarou no Twitter que o Exército Brasileiro tem “repúdio à impunidade” e que se “mantém atento às suas missões institucionais”, sem especificar; declarações geraram reações diversas

- Publicado no dia
O general Villas Boas é o Comandante do Exército Brasileiro (Foto: Exército Brasileiro)

O Comandante do Exército Brasileiro, General Villas Boas, fez dois comentários no Twitter na início da noite desta terça-feira (3) que geraram polêmica. Os tweets foram pouco antes das grandes manifestações Brasil afora para pedir pela imediata prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Em um primeiro Tweet, que havia sido compartilhado 12 mil vezes até a publicação desta matéria, Villas Boas questiona seus seguidores: “Resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”. [1]


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Em seguida, ele diz assegurar à nação “que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia”. Ao fim, sem especificar, afirma que a força “se mantém atenta às suas missões institucionais”. [2]

Outros generais no Twitter – todos com contas verificadas na rede social – apoiaram a manifestação de Villas Boas. “Estamos juntos meu Comandante! Na mesma trincheira, firmes e fortes!”, escreveu o General Miotto. Já o General Freitas, Comandante Militar do Oeste, afirmou que Villas Boas “expressa as preocupações e anseios dos cidadãos brasileiros que vestem fardas”. [3] [4]

Polêmica

A manifestação do General Villas Boas no Twitter gerou polêmica. O jornalista Ricardo Noblat, da revista Veja, considerou que trata-se de uma “clara, descabida e perigosa interferência na vida institucional do país”.

“A fala do general Villas Boas não foi a de um chefe que se dirige aos seus subordinados. Foi um pronunciamento à Nação em nome do ‘Exército Brasileiro’ e a propósito da situação que vive o país”, escreveu em artigo publicado na madrugada desta quarta-feira em seu blog no site da publicação. [5]


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Quem também se manifestou crítico à declaração do Comandante do Exército Brasileiro foi o ex-procurador geral da república, Rodrigo Janot. Em sua conta no Twitter, afirmou que o fato “não é bom” e “se for o que parece, outro 1964 será inaceitável”, em referência à derrubada do presidente João Goulart que deu início ao regime militar. Janot, no entanto, disse que não acredita nessa hipótese. [6]

Já a ativista Beatriz Kicis, uma das principais formadoras de opinião da direita brasileira nas redes sociais, manifestou-se com otimismo às declarações. Em sua conta no Twitter, ela elogiou uma resposta do general da reserva Paulo Chagas à Villas Boas onde afirmou que “tem a espada ao lado, a sela equipada, o cavalo trabalhado e aguarda as ordens” de Villas Boas.

“Que resposta espetacular!”, comentou Kicis, complementando que “não tem espada, mas que tem sangue nos olhos”. Na manhã desta terça-feira (3), ela já havia dito que, caso o Supremo conceda o habeas corpus à Lula, apenas as Forças Armadas representariam uma saída. [6]

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