‘Bolsonaro sofreria impeachment em três meses’, diz Kim em entrevista ao Estadão

Para o jornalista Morris Kachani, Kataguiri falou sobre sua rotina, preferências políticas e confirmou que pretende concorrer em 2018 a deputado federal

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Foto: Reprodução/Estadão

Para Kim Kataguiri, o deputado federal e pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro “é uma coisa totalmente inviável e impensável”. Em entrevista ao jornalista Morris Kachani, do jornal O Estado de S. Paulo, o jovem coordenador do Movimento Brasil Livre abriu o jogo sobre diversos assuntos e falou sobre o MBL, sua rotina, política e influências.

Ainda sobre Bolsonaro, Kim prevê que, se eleito, sofreria um processo de impeachment em três meses. “Não acho legal ele ser o segundo nas pesquisas, não apoio. Economicamente, discordo quase que completamente das ideias dele. Não ia conseguir ter maioria no Congresso”, comentou.

Como já havia sido adiantado pelo Boletim da Liberdade, Kim confirmou que pretende ser candidato a deputado federal em 2018 – embora diga que não tenha definido o partido ainda, apesar da proximidade com o DEM. Kataguiri disse também se considerar otimista quanto ao futuro do país. “A razão do meu otimismo é ver coisas como Crivella, o Doria, o Nelson Marchezan cortando verba do Carnaval e a população aplaudindo, porque está entendendo que o governo tem que ter prioridades maiores”.


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Kim Kataguiri confirmou também que João Doria, prefeito de São Paulo, seria seu candidato para 2018. E disse achar que vai ele vai concorrer. “Ele [não confirma], mas insinua”, comentou, complementando que “ele tem o anseio de ser presidente da República”.

Ao longo da entrevista, Kataguiri também pontuou boas medidas que o ex-presidente Lula fez ao país, como o Bolsa Família e manutenção de boas reservas em dólares. “O grande problema dele é autoritarismo e excesso de gasto público, que infelizmente acaba anulando as outras coisas”, observou.

Ao fim, confirmou a influência de Friedman e Mises em seu posicionamento ideológico, disse admirar políticos como Tatcher e Reagan (“ambos tiveram que conduzir momentos difíceis”), observou que sua rotina é incerta e que se sustenta de palestras, consultorias e livros. “Cada dia é uma aventura diferente, mas eu tenho faculdade de manhã. Faço Direito ali no Instituto de Direito Público”, explicou.

Sobre o MBL, Kataguiri falou que a organização se mantém por meio de doações mensais, que vão “do encanador até o cara do mercado financeiro, que coloca 1.000 reais por mês”. Ele também disse que o movimento recebe receita com a venda de produtos, mas que os fundadores não tem salário. “Agora, quem filma, quem grava, faz os memes, eles ganham”, revelou, comparando a tática de comunicação do MBL com outro grupo, o Mídia Ninja. “Qualquer dividida eles estão lá e nós também. A diferença fundamental é a gente ter representação institucional, e querer isso, vereadores, prefeitos, deputados, senadores”.

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