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Presidente do NOVO-MT faz denúncia contra diretório nacional

Diretório nacional nega que haja retaliação por votação de dirigente estadual

Em uma decisão inusitada, o NOVO dissolveu o diretório estadual (DE) do partido em Mato Grosso (MT), nesta quinta-feira (29). De acordo com o atual presidente estadual, Anderson Iglesias, durante a eleição do DE-MT a chapa perdedora não aceitou o resultado. Isso fez com que o diretório nacional (DN) tomasse a decisão de dissolver o partido no estado e convocar nova eleição.

O comunicado oficial chegou por e-mail assinado por Lucas Albuquerque, gerente executivo do Novo, nesta quinta. Segundo Iglesias, o argumento do partido é infundado. “Nós fizemos a convenção estadual seguindo todos os ritos legais previstos no estatuto e resoluções. Tinham duas chapas e indicamos apenas uma chapa para o DN homologar”, contou o então presidente.

No mesmo e-mail do DN para os dirigentes de Mato Grosso, Anderson Iglesias destacou o recebimento de documentos de atas de reuniões, sendo que uma delas é do dia 12 de junho. O documento, assinado por dirigentes nacionais, diz que

“Ao contrário do que tradicionalmente ocorre nos processo eleitorais do partido, que transcorrem com certa tranquilidade, as eleições desde ano no estado do Mato Grosso foram marcadas por conflitos internos existentes dentro do Diretório Estadual. Tais conflitos se refletiram na formação das chapas e na decisão final da chapa indicada, que ocorreu por diferença de apenas um voto. Embora a indicação da chapa tenha sido legítima, uma vez diagnosticado 1 que o conflito persistia e que havia até mesmo se agravado após a Convenção Estadual, por mais competentes e alinhados aos princípios do partido que pudessem ser os filiados que a compõem, a eleição da chapa indicada pelo Diretório Nacional não encerraria o conflito existente no estado. Pelo contrário, iria agravá-lo. Desta forma, em busca de uma solução que fosse capaz de resolver as dificuldades encontradas no Diretório Estadual, recomendou a não aprovação da chapa indicada pela Convenção Estadual do Mato Grosso.”

Ao Boletim, Iglesias disse acreditar que “o presidente Eduardo (Ribeiro) e demais membros do DN interferiram no processo legal da convenção estadual de forma ilegal”. Para o então presidente estadual, esta é uma retaliação por conta da votação contrária dos dirigentes ao uso do fundo partidário. “Mas mesmo depois da decisão, eu comuniquei a todos os membros do DN que eu continuaria trabalhando pelo partido”, concluiu.

O diretório nacional do Novo refutou a informação de Iglesias. “Não procede a informação de que se trata de retaliação ao voto a respeito da utilização dos rendimentos do Fundo Partidário. As eleições nos demais estados que tiveram votos contrários a esta resolução ocorreram sem nenhuma intercorrência”, afirmou porta-voz do partido.

Nota Oficial

Questionado pelo Boletim sobre as denúncias de Iglesias, o Novo emitiu nota sobre a situação. Confira na íntegra:

“Ao contrário do que tradicionalmente ocorre nos processos eleitorais do partido, que transcorrem com certa tranquilidade, as eleições deste ano no estado do Mato Grosso foram marcadas por conflitos internos no Diretório Estadual. Tais conflitos se refletiram na formação de duas chapas contendo, cada uma delas, dois membros do atual diretório.

Ao fim, a convenção estadual escolheu, por 3 votos a 2, uma das chapas. Embora a indicação da chapa tenha sido legal , o resultado foi apenas mais um capítulo em uma trajetória conflitiva interna e externa que vem marcando o diretório do Mato Grosso.

Diante da persistência e até agravamento do conflito instaurado no diretório estadual mato-grossense, o Diretório Nacional buscou atuar como instância mediadora – sem sucesso. Desta forma, em busca de uma solução que fosse capaz de pacificar o partido, resolver as dificuldades encontradas no Diretório Estadual e permitir que o NOVO avance no Mato Grosso, o DN decidiu pela não-aprovação da chapa indicada, e passou a trabalhar na construção de uma alternativa junto aos dirigentes.

Realizamos uma série de reuniões com filiados e lideranças do estado, estivemos reunidos com os dois grupos mas, apesar de nossos esforços, mesmo após dezenas de horas empregadas pelo DN buscando a mediação do conflito, não houve disposição por parte da maioria dos dirigentes locais em apoiar as medidas propostas, nem em, tampouco, apresentar soluções viáveis para a resolução do conflito. Tal situação vem causando inestimável prejuízo ao NOVO no Mato Grosso, inclusive com a possibilidade de afetar a organização partidária regional e local para as eleições municipais de 2024.

Por essa razão, dada a excepcionalidade da situação, tendo em vista o esgotamento das alternativas de mediação por parte do Diretório Nacional, e de modo a garantir a unidade da organização da estrutura partidária, o DN decidiu por transformar o Diretório Estadual do Mato Grosso em uma Comissão Provisória, aprovando, para tal, a medida de dissolução do Diretório Estadual do Mato Grosso, prevista no inciso XXV do art. 31 do estatuto partidário e no artigo 1º da Resolução Interna 04/2016, com imediata abertura de novo processo seletivo para a escolha de novos dirigentes que irão assumir os trabalhos do NOVO-MT.

Entendemos que se trata de medida extraordinária, porém, respaldada pelo estatuto do NOVO, e necessária em razão da inércia e falta de colaboração da maioria dos membros do diretório local na busca de uma solução consensual para o conflito instaurado entre os próprios dirigentes estaduais do partido.”

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