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Coluna Panorama – Nº 47 – 10/01/2022

Coluna de notas do mundo político, econômico e cultural, exclusiva para assinantes do Boletim da Liberdade e atualizada todas as segundas-feiras pela manhã

O vice

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Na política, cada dia é um dia. Mas, até o momento, a tese de formulação de uma frente ampla com Geraldo Alckmin sendo vice de Lula nas eleições segue forte. Isso, é verdade, acarretará (e já acarreta) muitas perdas para Alckmin, de um lado, em caso de derrota. Por isso, também deve-se frisar que, até aos 45 do segundo tempo, nada estará tão certo. 

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As teses

José Dirceu, que articula nos bastidores da campanha, deu uma live esclarecedora ao site “Opera Mundi” em dezembro. Ele é um dos nomes que defende “um vice mais amplo do que o perfil de esquerda” (como o que Alckmin representaria), observando não haver rejeição à tese nas bases sindicais, e considerou positiva a presença do ex-tucano ao jantar do grupo Prerrogativas, quando se encontrou com o ex-presidente Lula. Por outro lado, destacou que uma segunda alternativa seria buscar, por exemplo, um jovem empresário ou liderança para compor a aliança.

Os assuntos

Na avaliação do petista, aliás, o “sentimento predominante [para as eleições] será o antibolsonarismo, do que o Lula pode fazer, de que é preciso combater a pobreza, a desigualdade e retomar o caminho democrático no país”. Dirceu acrescentou, ainda, que “gostaria muito que o sentimento fosse a necessidade de uma reforma estrutural no país”, mas que não é esse o caso. Ele também criticou duramente a independência do Banco Central. Para bom entendedor, esse é um tema que a cúpula do petismo pode querer enfrentar.

Bola fora

O presidente Jair Bolsonaro foi criticado nas redes por vetar integralmente o Projeto de Lei 46/2021, de autoria do senador Jorginho Mello (PL). A iniciativa propunha a criação do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (RELP), propiciando às micros e pequenas empresas parcelar seus débitos com a União.

Repercutiu

A declaração de Affonso Celso Pastore, economista responsável pelo programa econômico de Sérgio Moro, com críticas ao chamado “Estado Mínimo”, repercutiu na rede e incomodou grupos liberais que vinham se posicionando de forma simpática ao ex-juiz.

Oportunidade perdida

Felipe d’Avila, do Partido Novo, que não pontua nas pesquisas, criticou ao longo da última semana os artigos dos economistas das pré-candidaturas Ciro Gomes e Lula. No caso do texto de Sérgio Moro, manteve-se em silêncio, ao menos no Twitter. Seria uma oportunidade para se diferenciar e marcar posição.

Dilma critica o chavismo

Está repercutindo nas redes sociais um vídeo inusitado da ex-presidente Dilma Rousseff concedendo entrevista ao jornalista Breno Altman, do mesmo “Opera Mundi” mencionado anteriormente. Na live, Dilma discordou do entrevistador e disse que Hugo Chávez não sustentava seu poder nos movimentos sociais, mas no Exército. “É um mau exemplo”, ela comentou sobre o aliado histórico do PT.

O presidente e as armas

Por falar em Exército, o comandante Paulo Sérgio Nogueira recomendou que os militares atestassem vacinação contra o coronavírus para retornar às atividades presenciais. Segundo o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, o ato é administrativo e só está ganhando “foro político” porque Bolsonaro “busca invadir o espaço institucional das Forças Armadas”.  

Primeira deputada travesti

Benny Brioli, do PSOL, deve concorrer a deputada estadual no Rio de Janeiro dobrando com Taliria Petrone. Ela foi a primeira vereadora negra e travesti eleita no Brasil e recebeu um pedido de casamento, que fez questão de compartilhar. A pauta da representatividade vai ser cada vez mais explorada pela turma da esquerda.

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Outro lado

A assessoria do deputado federal Lucas Gonzalez (NOVO/MG) estabeleceu contato com o Boletim da Liberdade para avisar que o parlamentar “não sairá do Partido Novo”. Na última semana, o Boletim – nesta coluna – havia pontuado que o parlamentar “provavelmente sairia” do partido.

Encontro

O deputado, aliás, juntamente com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e outras personalidades, participaram de evento em uma igreja evangélica na Flórida (EUA) ao lado de Allan dos Santos. O influenciador bolsonarista tem contra si um controverso mandado de prisão expedido no Brasil. Mas a Interpol ainda não acolheu a notificação – o que gera suspeitas, inclusive, de que a agência internacional esteja considerando que trata-se de perseguição política.

Era boato

Circulou no final de semana o boato de que o filósofo e professor Olavo de Carvalho teria falecido. Segundo Paulo Figueiredo Filho, que tem contato direto com o guru de parte do movimento conservador no país, as notícias são falsas. “O professor está bem e descansando”, explicou.

Resposta

A carta do presidente da Anvisa com resposta às insinuações feitas por Bolsonaro sobre os “interesses” da agência em aprovar a vacinação repercutiu. O Partido Novo disse, nas redes, que o documento foi “um passo importante na luta contra a desinformação e a politização da saúde dos brasileiros”. “A razão e a coragem devem impor limites à ignorância”, classificou a legenda.

Briga para 2024

A princípio, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), pretende ser candidato à reeleição em 2024 e, na sequência, concorrer a governador em 2026. E a briga para quem será o seu vice-prefeito – que herdará a Prefeitura, em caso de vitória de Paes ao Palácio Guanabara – já começou. Hoje, há três nomes mais fortes em seu grupo: Carlo Caiado (DEM), Marcelo Calero (PSD) e Pedro Paulo (PSD). 

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Leia também:  Coluna Panorama – Nº 48 – 17/01/2022

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