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‘Sem toma lá, dá cá, não tem como governar’, avalia Salim Mattar

Ex-secretário de desestatização do governo Jair Bolsonaro e empresário conhecido por apoiar instituições liberais também refletiu sobre o que é o centrão e que o grupo ficou ‘acostumado a ter vantagens’

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa “Direto ao Ponto”, na Rádio Jovem Pan News, o ex-secretário nacional de desestatização, o empresário Salim Mattar, afirmou que aprendeu no governo que, na prática, seria impossível governar sem troca de cargos. [1]

“Bolsonaro disse, para ganhar a eleição, que ‘não iria entrar na política do toma lá, dá cá’. Eu, Salim, gostei de ouvir isso e me engajei com Bolsonaro. Depois que eu entrei no governo eu vi que sem toma lá, dá cá, não tem como governar. Não tem. Vocês viram o Rodrigo Maia e o presidente ao longo desses dois anos… A quantidade de rivalidades, discussões públicas. Foi uma coisa triste, que não passava, virou um caso pessoal. Então o presidente precisa formar uma base”, avaliou o empresário.

Na sequência, Mattar também classificou o centrão, nome dado ao centro fisiológico na Câmara dos Deputados, como um “grupo de parlamentares de centro-direita que já salvou o Brasil algumas vezes”, citando na sequência o que chamou de “pautas perigosíssimas no governo petista”.


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“O centrão, que às vezes muitas pessoas chamam de forma pejorativa, para mim é um grupo de centro-direita que, com o tempo, se acostumou a ter vantagens no governo. Às vezes nem é vantagem pessoal, é vantagem para o seu partido, como ter um ministro indicado, um presidente de uma estatal, às vezes coisas absolutamente válidas. Então o presidente precisava de uma bancada, uma maioria, ter uma base, e o mais fácil seria, de fato, buscar o apoio do centrão”, pontuou.

Ao fim, o empresário classificou que a democracia brasileira acabou se “acostumando” com essas circunstâncias. “Temos deputados que estão lá no Congresso há 20, 30 anos e acabaram se acostumando a indicar presidentes de estatais, ministros, indicaram pessoas para quadros de governo, delegacias regionais do INSS, Ibama, meio ambiente… e depois de 30 anos, você vem e corta de repente? É igual a menino que você dá bala todo dia e quando você corta a bala dele, ele vai chorar”, pontuou.

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