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Assessor internacional de Bolsonaro revela como interpreta posição de Trump

Filipe G. Martins revelou como o Planalto buscou informações para avaliar situação e concluiu haver, primeiro, sinalização do presidente Trump para o eleitorado de olho na reeleição e interesse de novas negociações
Filipe G. Martins e Flavio Morgenstearn (Foto: Reprodução/YouTube)
Filipe G. Martins e Flavio Morgenstearn (Foto: Reprodução/YouTube)

Assessor de assuntos internacionais do presidente Jair Bolsonaro, o internacionalista Filipe G. Martins revelou, em entrevista ao programa “Pânico” na última sexta-feira (6), como tem interpretado as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre mais taxas ao aço brasileiro.

“O Trump está, agora, atuando por uma lógica claramente eleitoral. Ele está pensando nas eleições, vendo como ele pode fazer de novo essa composição [vitoriosa] dentro do Colégio Eleitoral. […] A gente tem que ir aos fatos e ver o que de fato está acontecendo. Foi exatamente o que a gente fez, um contato natural. […] . O que a gente identificou, então, foi: ele precisava dar uma sinalização para o eleitorado dele. Ele está iniciando uma movimentação”, disse.

Martins contou que o processo para obter mais informações envolveu conversar com o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, bem como com o encarregado brasileiro em Washington. Além disso, houve consulta direto à Casa Branca, por meio do conselheiro Jared Kushner, que vem a ser casado com a filha de Trump. “Consigo conversar com muita facilidade com ele”, declarou.





“O Trump, quando inicia uma negociação, faz isso com a lógica de um negociador. Está tudo explicado lá no [livro] The Art of the Deal [A Arte da Negociação, publicado em 1987 por Trump]. (…) Então, quando isso aconteceu, a gente não foi pra internet, fazer qualquer coisa. A gente começou a colocar essas informações na mesa e, agora, posso dizer com tranquilidade que a gente está em situação de fazer do limão uma limonada”, disse.

Martins afirmou, ao fim, que há um desejo de todas as partes de “iniciar uma negociação comercial que possa lidar com todas as irritações [que surgem] no comércio” internacional.

“A proposta é exatamente essa: como a gente pode pegar essa questão do aço, trigo, etanol, e tirar algo positivo disso. Trump fez esse movimento diversas vezes e confunde os comentaristas. Ele quer trazer as pessoas para as mesas de negociação e ver o que pode ser extraído daquilo. A gente respeita isso. Do mesmo jeito que o Trump tem uma política de ‘América primeiro’, a gente uma política de ‘Brasil acima de tudo'”, pontou.





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