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EUA: apoio à entrada do Brasil na OCDE continua, mas ‘a um ritmo controlado’

Governo norte-americano faz manifestação após repercussão negativa de que os Estados Unidos teriam vetado debate sobre a inclusão de novos países, onde Brasil poderia iniciar seu processo para ingresso na OCDE
Donald Trump (Foto: Reprodução / Skynews)
Donald Trump (Foto: Reprodução / Skynews)
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A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou na tarde desta quinta-feira (10) uma nota esclarecendo que o país “mantém apoio à adesão do Brasil à OCDE”.

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A carta vem após a repercussão negativa nos principais veículos do país e do mundo de que, em reunião realizada em agosto, o governo norte-americano apoiou apenas o ingresso da Romênia e da Argentina, não endossando a entrada dos brasileiros no grupo. [1][2]

“Continuamos mantendo essa declaração [de apoio firmada pelo presidente Trump]. Apoiamos a expansão da OCDE a um ritmo controlado que leve em conta a necessidade de pressionar as reformas de governança e o planejamento de sucessão. Continuaremos a trabalhar com outros membros da OCDE para encontrar um caminho para a expansão da instituição”, afirma a nota.

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Após a repercussão negativa, sites aliados ao governo classificaram a notícia de que os americanos recusaram a entrada do Brasil como fake news. Segundo eles, havia uma ordem e o pedido do Brasil para ingresso no grupo seria recente, portanto não haveria propriamente uma negativa por parte dos Estados Unidos.

Informações mais recentes, no entanto, demonstram que essa versão não procede totalmente. Segundo apurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, chegou a haver uma proposta apresentada pelo secretário-geral do grupo, Angel Gurría, para debater a inclusão de mais seis países. Os americanos foram contrários à ideia nesse momento, que poderia beneficiar a entrada do Brasil. [3]

Apelidada de “O Clube dos Ricos”, a OCDE é um grupo de nações que cooperam entre si na formulação de políticas econômicas. Na prática, a entrada do Brasil no grupo poderia ser benéfica pois atrairia mais investimentos e melhoraria a imagem do país. Negativamente, no entanto, o Brasil poderia perder o papel de ser um dos líderes do mundo emergente.

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