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Centrão pode criar mecanismos para prejudicar Partido Novo e RenovaBR

Reportagem do jornal ‘Estado de S. Paulo’ afirma que, nos bastidores, há grande incômodo com o fato de partidos como o NOVO e o curso de renovação RenovaBR obterem grande apoio de pessoas físicas

- Publicado no dia
Paulinho da Força, além de deputado, é sindicalista (Foto: Ivaldo Cavalcante)

Cada vez mais incomodados com a ascensão de quadros da “nova política” no Congresso Nacional, um grupo de parlamentares ligados ao “Centrão” (conjunto de partidos fisiológicos composto, principalmente, por DEM, Progressistas, Partido Liberal, Solidariedade e Republicanos) estuda possibilidades de enfraquecer o financiamento privado de organizações que têm obtido destaque fora da política tradicional. [1]

A informação, publicada originalmente pelo jornal O Estado de S. Paulo neste domingo (6), dá conta que os principais alvos seriam o Partido Novo e o curso de política RenovaBR, cuja primeira turma conseguiu eleger diversos parlamentares em 2018.

Segundo a publicação, a principal queixa seria o fato de essas organizações conseguiram obter grande volume de doações de pessoas físicas – o NOVO, por exemplo, teria obtido R$ 17 milhões em 2018.

Para combater isso, dentre as propostas que estariam sendo estudadas, estaria até mesmo a redução do limite de doações possíveis a partidos fora das eleições, bem como o fim da possibilidade de “bolsas” a novos políticos.


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Como se sabe, em 2018, o RenovaBR – ligado ao apresentador da TV Globo, Luciano Huck – pagou bolsas a pré-candidatos que foram selecionados para a primeira turma de renovação política.

Ao jornal, o controverso deputado Paulinho da Força (Solidariedade/SP) considerou as bolsas “uma distorção que têm que acabar”.

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