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Ex-lideranças do MBL criticam convite feito a Temer para participar de congresso

Bernardo Santoro, ex-presidente do Instituto Liberal, afirmou que gesto é ‘dar destaque aos nossos inimigos’; por outro lado, Roberto Motta, candidato pelo grupo em 2018, classificou gesto como ‘inaceitável’

- Publicado no dia
Roberto Motta em evento do MBL em 2018 (Foto: Boletim da Liberdade)

O controverso convite do Movimento Brasil Livre ao ex-presidente Michel Temer para participar de um painel no evento nacional da entidade rendeu críticas de ex-lideranças da organização à agremiação. As principais vieram do advogado Bernardo Santoro, ex-presidente do Instituto Liberal, e de Roberto Motta, que chegou a ser um dos candidatos apoiados pelo movimento nas eleições de 2018 no Rio de Janeiro. [1]

Motta divulgou uma nota classificando “repúdio à iniciativa de promover um painel de debate com a participação de Sarney, Temer, Dilma, Collor e – aparentemente – se não estivesse preso, Lula”.

“Isso não afronta apenas minhas convicções pessoais, a confiança e os votos de milhares de pessoas, mas também a narrativa que projetou o MBL: o combate corajoso e sem tréguas à corrupção e às ideologias de esquerda”, afirmou.


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Afastado formalmente do MBL desde que passou a assumir cargos na administração de Wilson Witzel no governo do Rio de Janeiro, Motta – que é um dos fundadores do Partido Novo, legenda da qual já está rompido – classificou a decisão do MBL como “incompreensível, inexplicável e inaceitável“.

Ex-presidente do Instituto Liberal, o advogado Bernardo Santoro, por sua vez, militou no MBL durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em sua crítica, observou que situações parecidas como a desejada pelo MBL não ocorrem no campo ideológico oposto. [2]

“Nunca fui convidado pra debater nos ‘Fóruns Sociais’ ou em outros congressos de esquerda. Esquerdistas não se preocupam em ‘enriquecer o debate’ nos seminários deles, logo, não deveríamos nos preocupar com isso também”, ponderou.

Na sequência, afirmou que “agora que a direita é quem manda no Brasil”, não há necessidade de “dar destaque para os nossos inimigos, eles é que precisam antagonizar conosco”. “A falta de costume de ser o protagonista do debate político é que nos leva a cometer esses equívocos. Torço para que essa decisão do MBL seja revertida”, opinou.

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