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Mourão confirma que ordem para demissão de Cintra foi do presidente: ‘ele não é fã desse imposto’

O presidente Jair Bolsonaro havia dito que a demissão aconteceu "a pedido", mas não tinha deixado totalmente claro se foi uma determinação pessoal sua
Hamilton Mourão (Valter Campanato/Agência Brasil)
Hamilton Mourão (Valter Campanato/Agência Brasil)

O vice-presidente Hamilton Mourão comentou nesta quarta-feira (11) a demissão do ex-Secretário de Receita Federal, Marcos Cintra. Ele confirmou o que não havia ficado totalmente claro: a decisão sobre a queda do economista foi do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro. [1]

Mais cedo, o presidente havia informado que Cintra tinha sido demitido “a pedido”, sem especificar se a iniciativa havia sido sua. Mourão declarou à imprensa que o presidente transmitiu a ordem ao ministro da Economia, Paulo Guedes, por não ter aceitado que a discussão sobre um imposto similar à extinta CPMF tenha chegado ao público antes que ele mesmo se definisse acerca do tema.

Mourão relatou ainda ter almoçado com o ministro antes de a decisão sair. Guedes teria demonstrado angústia com a situação de Cintra na ocasião e o vice-presidente teria respondido: “Vamos aguardar a decisão do presidente”. Mourão complementou: “O ministro Guedes cumpre as orientações do presidente”. A medida seria, portanto, de fato a primeira interferência direta do Executivo no segundo escalão do ministério da Economia.





“Foi decisão do presidente. A questão do imposto de transição financeira que o presidente Bolsonaro não tem nenhuma decisão a esse respeito e ele acha que a discussão se tornou pública demais antes de passar por ele”, justificou Mourão. Disse ainda que “ele não é fã desse imposto”.





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