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Guedes volta a defender imposto sobre movimentação financeira

Em entrevista ao jornal ‘Valor Econômico’, o Ministro da Economia afirmou que nova tributação poderia arrecadar até R$ 150 bilhões ao ano, suficiente para excluir impostos que oneram à folha de pagamento

- Publicado no dia
(Foto: Reprodução/NBR)

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a instituição de um imposto sobre movimentação financeira no país. Em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta segunda-feira (9), afirmou que esse novo tributo poderia “arrecadar até uns R$ 150 bilhões por ano“.

“Calculamos efeito cumulativo sobre o Imposto de Transações Financeiras. Quando você pega uma cadeia com 10 elos, o efeito cumulativo é 4,5%. E o efeito cumulativo da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento é de 14%”, afirmou Guedes, defendendo que o ITF – ou nova CPMF – seria benéfica até na cadeia produtiva com as desonerações que deseja fazer caso seja aprovado.

Guedes classificou a contribuição sobre a folha de pagamento o “mais pervo, cruel e com pior efeito cumulativo”.


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O ministro também criticou o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) por “tributar excessivamente o comércio” e respondeu sobre uma possível objeção do presidente Jair Bolsonaro à reedição da CPMF.

“Ele me apoiou na reforma da Previdência. Ele é um homem sincero. […] No caso desse imposto, é a mesma coisa: ele não tem entusiasmo, ele não gosta desse imposto sobre transações. Mas preciso desse imposto para desonerar a folha. Se a Câmara e o Senado não quiserem, continua com o imposto onerando a folha. O Imposto sobre Transações Financeiras (ITF) é feio, é chato, mas arrecadou bem e por isso durou 13 anos. Conforme a alíquota, ele pode arrecadar até uns R$ 150 bilhões por ano”, disse.

Tema divide liberais

O modelo de reforma tributária que entrará em vigor é um tema que já divide liberais. Os lados mais marcantes no debate são o Partido Novo, que defende o IBS – Imposto Sobre Bens e Serviços, e o Movimento Brasil 200, de Flávio Rocha, defensor aguerrido do imposto único.

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