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Joel Pinheiro: menos Estado não significa necessariamente mais liberdade

Economista, que também colabora com a rádio Jovem Pan, criticou em sua coluna na ‘Folha de S. Paulo’ o que chamou de ‘utopia anárquica’ e problematizou temas como meio ambiente e desigualdade

- Publicado no dia
Joel Pinheiro da Fonseca (Foto: Reprodução / Forum Outerspace)

O economista Joel Pinheiro da Fonseca, conhecido dos meios liberais, dedicou sua coluna no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (6) para tratar do anarcocapitalismo. O intelectual ofereceu uma visão crítica sobre esse posicionamento e concluiu dizendo que “menos Estado não significa necessariamente mais liberdade”. [1]

Joel explicou, primeiramente, que, por causa do que chama de “democratização promovida pelas redes sociais”, “ideias antes tidas por absurdas e indignas de consideração agora ocupam espaço no debate público”. Na sequência, reconhecendo a ineficiência do Estado brasileiro, considera “compreensível o apelo de uma utopia anárquica”.


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Para o economista, contudo, apesar da relevância da propriedade privada e da livre iniciativa (“instituições brilhantes por harmonizar o interesse individual ao coletivo”), apenas esses mecanismos são insuficientes para dar “conta de todos os nossos problemas”. Para corroborar seu ponto de vista, cita dois exemplos: o meio ambiente e a desigualdade.

“Em séculos passados, a teoria da propriedade proposta por John Locke (se um pedaço de terra não tem dono, o primeiro que se apropriar dele com seu trabalho vira o dono) justificou a tomada violenta de terras comunitárias na Inglaterra e de territórios indígenas nas colônias americanas. Hoje, justificaria o desmatamento da Amazônia”, afirma.

Sobre a desigualdade, opina, criticamente, que um “capitalismo desenfreado sem nenhum anteparo estatal partiria da desigualdade de riquezas e oportunidades tal como ela é nos dias de hoje”. “Qual o valor de defender uma liberdade abstrata se essa defesa resultará, na prática, em muita liberdade para poucos privilegiados enquanto muitos carecem do básico e, portanto, da liberdade de se desenvolver?”, pergunta.

Leia o artigo na íntegra clicando aqui.

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