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Matéria do ‘Estadão’ diz que assessor da presidência é chamado de ‘Robespirralho’

O assessor especial para assuntos internacionais Filipe Martins, próximo a Carlos Bolsonaro, seria visto por seus críticos como alguém de ideias “agressivas” e “messiânicas”

- Publicado no dia
Carlos Bolsonaro ao lado de Filipe Martins (Foto: Reprodução / R7)

O novo conselheiro de Jair Bolsonaro para a área internacional, Filipe Martins, foi tema de matéria publicada por José Fucs no Estado de S. Paulo neste sábado (12). O texto dá destaque a diversas críticas realizadas contra Martins, entre elas a de que seria um “revolucionário de Facebook” ou “Robespirralho”. [1]

O texto de Fucs pontua que Martins, próximo ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), se referiu à vitória do presidente do Brasil com a saudação medieval “Deus vult!” como forma de comemoração. O novo assessor seria conhecido entre os seus críticos por sua “atuação agressiva nas redes sociais e suas ideias muitas vezes messiânicas, baseadas nos ensinamentos do ‘professor Olavo'”.

Além de “Robespirralho” e “revolucionário de Facebook”, Fucs relaciona outros qualificativos atribuídos a ele, como “líder da direita jacobina” e “Sorocabannon”, em referência a Sorocaba, sua cidade de nascimento, e ao antigo estrategista de Donald Trump, Steve Bannon. O texto ressalta ainda que Martins protagonizou brigas com o que chama de “direita limpinha” e “conservadores de almanaque”.

Fucs também ressaltou que Martins defendeu a última grande greve dos caminhoneiros, “numa tentativa bizarra de unir o espírito revolucionário às ideias conservadoras”, acreditando que a greve era uma espécie de “Boston Tea Party”, movimento deflagrado pelos colonos americanos em 1773 contra o monopólio inglês na venda de chá que levou à independência dos Estados Unidos. Fucs chamou a postura de Martins de “aventura tresloucada”.


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Reações

O economista Rodrigo Constantino, que já travou uma longa discussão com Filipe Martins nas redes sociais, elogiou a matéria de Fucs:

Já o próprio Martins não comentou objetivamente o texto de Fucs até o fechamento desta matéria. Na tarde em que o texto circulou, no entanto, ele fez um comentário genérico criticando o “abuso da adjetivação” no jornalismo praticado pela grande imprensa, revelando “a falta de substância nas críticas que desejam emplacar”.

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