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RJ: Ativistas e grupos liberais pedem impeachment de prefeito de Niterói

Rodrigo Neves, atualmente no PDT, foi preso em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e conta com a oposição de grupos liberais da cidade; Advogados Pela Liberdade ingressou com impeachment

- Publicado no dia
Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, chegando à Cidade da Polícia após ser preso (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

Diferentes organizações e personalidades que atuam em defesa de causas liberais no município de Niterói, no Rio de Janeiro, estão se mobilizando para pedir o afastamento definitivo do prefeito da cidade, Rodrigo Neves, preso nesta segunda-feira (10) em decorrência de desdobramento da Operação Lava Jato. [1]

Primeira organização a protocolar o impeachment na Câmara de Vereadores, na manhã desta terça-feira (11), a ONG Advogados pela Liberdade – dirigida pelo advogado Maurício Martins, também vice-presidente do Instituto Liberal – argumenta que Neves utilizou sua função de prefeito para “obter vantagens ilícitas”.


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“O prefeito incorreu em três infrações político-administrativas, em que cada uma deve, per si, ser avaliada pela Comissão Processante, e pelo Plenário – posteriormente – em separado para um ato de três julgamentos, um por cada capitulação”, diz o pedido de impeachment, obtido com exclusividade pelo Boletim da Liberdade.

Decnop, Stefano Justo e Mauricio Martins posam ao lado de bandeira após pedir impeachment de Neves (Foto: Reprodução/Facebook)

A peça, que, além de Maurício, também é assinada pelos advogados Thiago Porto, Guilherme Decnop e Stefano Justo – este, ex-coordenador do Students for Liberty Brasil – pede ainda que seja intimada uma testemunha arrolada no processo e que a comissão processante seja aberta nesta terça-feira (11).

MBL também anuncia medidas

O núcleo do Movimento Brasil Livre de Niterói também anunciou nas redes sociais que ingressará com um pedido de impeachment contra Neves. O prefeito, atualmente filiado ao PDT, pertencia até 2016 aos quadros do PT. [2]

“Todos estamos perplexos. Não adianta mudar de partido. O PT não sai de você. Esse esquema ocorreu em plena [Operação] Lava Jato”, desabafaram os coordenadores locais João Câmara e Raphael Lima, em edição do MBL News local. Eles também criticaram a quantidade de secretarias do município – ao todo, 48. [3]

Vereador Bruno Lessa, ligado ao MBL, já havia encaminhado conclusões de CPI dos Ônibus ao Ministério Público Federal (Foto: Divulgação)

Vereador de Niterói e com o apoio do MBL, Bruno Lessa é outro nome que já vinha denunciando o prefeito Rodrigo Neves. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (10), Lessa relembrou que presidiu a CPI dos Ônibus, em 2013, e que as investigações apontaram diversas irregularidades na Prefeitura.

“A gente já apontava superfaturamento da tarifa, caixa dois nas empresas de ônibus, relações promíscuas entre agentes públicos e empresas privadas. Naquele momento, acendemos um alerta de que a questão do transporte na cidade precisava ser melhor investigada. Nós encaminhamos o relatório ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Receita Federal”, afirmou Lessa.

O vereador relembrou também que já havia proposto uma ação de improbidade administrativa contra Rodrigo Neves em relação a um episódio envolvendo uma agência de publicidade que estava no rol das investigações da Operação Lava Jato, a “Prole”.

“Nós vamos transformar essa indignação em muito trabalho e muita luta para que a gente possa ter uma cidade com mais transparência e que melhor atenda aos anseios de toda população”, disse Bruno, que concorreu a deputado estadual no Rio de Janeiro e contou com o apoio de nomes como Fernando Holiday e Arthur Mamãe Falei. [4]

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