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Em texto de outubro, futuro chanceler chama mudanças climáticas de ‘ideologia’

Ernesto Araújo já manifestou diversos posicionamentos mais conservadores em seu blog e parte deles tem repercutido; declarações foram destaque na imprensa internacional e criticada por ONGs

- Publicado no dia
Ernesto Araújo foi anunciado como Ministro das Relações Exteriores de Jair Bolsonaro (Foto: Sergio Lima/AFP)

O futuro Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, considera as mudanças climáticas uma “ideologia”, que apelidou de “climatismo”. Em texto publicado no dia 12 de outubro em seu blog, o “Metapolítica 17”, Araújo questiona inclusive as bases científicas do fenômeno também conhecido como aquecimento global. [1]

“O climatismo juntou alguns dados que sugeriam uma correlação do aumento de temperaturas com o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, ignorou dados que sugeriam o contrário, e criou um dogma ‘científico’ que ninguém mais pode contestar sob pena de ser excomungado da boa sociedade – exatamente o contrário do espírito científico”, escreveu.

Segundo Araújo, que tem décadas de experiência como diplomata, as mudanças climáticas visam “justificar o aumento do poder regulador dos Estados sobre a economia e o poder das instituições internacionais sobre os Estados nacionais e suas populações”.

Ao fim, para o futuro chanceler, a divulgação das supostas mudanças climáticas visariam beneficiar a China, dado que sufocaria o crescimento dos países que chamou de “capitalistas democráticos”.


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Para ele, a questão envolve uma suposta “tática da esquerda” de “sequestrar causas legítimas e conceitos nobres” para “pervertê-los para servir ao seu projeto político de dominação total”.

Reportagem do britânico ‘The Guardian’ destaca opinião do futuro chanceler sobre as mudanças climáticas (Foto: Reprodução)

“A causa ambiental foi lançada pelos escritores românticos do final do Século XVIII e começo do Sécuo XIX, um movimento conservador por excelência, surgido em reação à irrupção da esquerda no mundo sob a forma Revolução Francesa, cuja proposta era destruir a natureza – começando pela natureza humana”, escreveu.

As opiniões de Araújo sobre o aquecimento global foram destaque de veículos internacionais e criticadas por organizações ambientais, como o Observatório do Clima, que prometeu “lutar incansavelmente para que não seja implementada no país uma agenda de destruição ambiental”. [2][3]

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