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NOVO, MBL e Livres se posicionam contra aumento salarial do STF

Organizações alertaram seguidores sobre o efeito cascata que um aumento como esse pode gerar e denunciaram que medida pode abrir precedente para aumento salarial de políticos

- Publicado no dia
(Foto: Reprodução / Senado Federal)

Algumas das principais organizações pró-liberdade do Brasil se manifestaram contrárias ao projeto que prevê um aumento de 16% na remuneração de ministros do Supremo Tribunal Federal (teto do funcionalismo), aprovada no Senado nesta quarta-feira (7). A decisão final agora cabe ao presidente Michel Temer.

Em nota o MBL, afirmou que “não vai aceitar o aumento do salário de ministros do STF, com efeito cascata e retroativo” e disse “exigir” o veto de Temer. “O povo brasileiro não aguenta mais pagar a conta que não é dele”, diz o texto. [1]

O movimento ainda afirmou que está “pronto para voltar às ruas e exigir a aprovação de uma agenda verdadeiramente republicana e antiprivilégios”.

O Partido Novo, por sua vez, convocou um “tuitaço” com a hashtag “#AumentoNão”, que alcançou a liderança dos trending topics (expressões mais usadas) do Brasil na noite desta quarta (7) no Twitter.


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“Primeiro os parlamentares aumentam o salário dos ministros do STF para ampliar o teto constitucional, assim conseguem aumentar os próprios salários. Isso causa um efeito cascata que o Brasil não suporta mais. O efeito cascata e retroativo dessa medida trará consequências desastrosas para o equilíbrio das contas públicas, já de difícil solução”, diz a nota do NOVO. [2]

O movimento Livres também se manifestou sobre o aumento, classificando-o como “absurdo” e pedindo o “fim da gastança com o nosso dinheiro”.

“Em meio à crise fiscal, senadores brincam com a cara dos brasileiros. O rombo previsto nas contas públicas pra esse ano é de cerca de 150 bilhões. Enquanto precisamos cortar gastos, o aumento aprovado pelo Senado tem custo estimado de 4 bilhões, podendo chegar a até 6 bilhões. A irresponsabilidade é infinita”, diz o texto publicado pelo Livres nas redes sociais. [3]

Bolsonaro também se manifestou

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Presidente da República eleito, Jair Bolsonaro também havia se manifestado contrário ao projeto. Para o presidente, esse “não é o momento” de um projeto como esse e que “vê com preocupação o projeto”. [4]

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