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RJ: estadual eleito pelo NOVO aprova execução de bandidos com fuzil

Alexandre Freitas, no entanto, impôs uma condição: que o governador eleito assuma a responsabilidade sobre o ato no lugar do policial, aprovando também uma ordem executiva autorizando procedimento
Alexandre Freitas foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro pelo Partido Novo em 2018 (Foto: Reprodução/Facebook)

Um dos deputados estaduais eleitos pelo Partido Novo no Rio de Janeiro, Alexandre Freitas, afirmou em suas redes sociais nesta quarta-feira (31) que aprova a iniciativa do governador eleito Wilson Witzel de ordenar a execução de criminosos portando fuzil. [1]

Freitas explica, porém, que só aceita essa medida se Witzel “chamar para si a responsabilidade”. Ou seja: que caso alguma execução resulte em processo por execução, que o governador aceite responder no banco dos réus.

Advogado de profissão, Freitas explica: “[Se houver] um decreto claro e específico autorizando o agente operacional a agir dessa forma, seria o governador ou um oficial que autorize o tiro que teria de se defender junto ao Tribunal do Júri e não o policial, como o governador de forma equivocada deixou a entender”.

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Além de um decreto executivo autorizando o “abate”, o parlamentar escreveu também que essa medida deve ser “debatida e articulada junto ao Ministério Público e ao Judiciário” e recomenda que esse tipo de ação seja devidamente gravada.

Abate de criminosos com fuzil divide movimento liberal

O presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão, contudo, não concorda com essa perspectiva. Ele considera essa proposta “perigosa e retrógrada”, como manifestou em publicação pública em seu Facebook. [2]

“No exemplo da [entrevista concedida à] GloboNews, pediu-se para Witzel dizer o que faria se alguém segurasse o fuzil em posição segura, com o cano para cima. Witzel defende a execução desta pessoa, independente do contexto. Isto configura execução sumária, e um passo gigantesco na direção do estado policialesco”, opinou.

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Para ele, o ideal seria que as forças policias se aproximassem do bandido e o capturassem, havendo reação apenas se a arma viesse a ser apontada ao agente policial ou viesse a ser feito um disparo.

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