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Pedro Menezes: os motivos que levam os liberais a apoiar Bolsonaro são os mesmos que os fizeram apoiar generais em 1964

Analista político opinou em ensaio ao portal ‘Nexo’ sobre a decisão de voto dos liberais no segundo turno nas eleições presidenciais de 2018, observando diversos elementos de ambos os candidatos

- Publicado no dia
Manifestações que precederam a Revolução Civil-Militar de 1964, que contou com o endosso de partes da soceidade. (Foto: Acervo Público)

O analista político Pedro Menezes, ex-coordenador do Students for Liberty Brasil, um dos fundadores do Instituto Mercado Popular e atualmente colunista do site Infomoney, publicou um ensaio sobre o apoio dos liberais à Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno para o portal Nexo.

No texto, Menezes afirma que “os motivos [que levam os liberais a estarem com Jair Bolsonaro] são os mesmos que justificaram o apoio aos generais de 1964”.

“Muitos acreditam que Bolsonaro será a melhor opção para democracia, mercados e liberdade individual. E o antiesquerdismo, como sempre, está no topo das prioridades”, opinou.

Ao longo do artigo, Menezes afirma que, assim como naquela época, “sobram motivos para desprezar a esquerda” e que consegue compreender que muitos que apoiaram a intervenção, naquela época, defendiam eleições livres em 1965, o que acabou não ocorrendo. Ao fim, o regime militar durou 20 anos.

“No segundo turno [das eleições presidenciais de 2018], não há opção óbvia para quem defende uma sociedade aberta – na política, na economia, nos costumes ou qualquer esfera da convivência social”, afirmou.


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Segundo ele, “ninguém será fascista ou bolivariano por conta de um voto nesse segundo turno de más opções” e “um erro de avaliação não define ninguém politicamente”.

“Se preconceitos e nacionalismo bastassem para a classificação de Bolsonaro como fascista, Churchill caberia no rótulo. O autoritarismo do capitão só pode ser rotulado sem dúvidas quando ele tiver poder para abusar”, escreveu.

Menezes também ressalta em seu artigo que Bolsonaro está repleto de assessores econômicos liberais, entre os quais o economista Adolfo Sachsida, colunista do Instituto Liberal. Apesar disso, tem o candidato do PSL “quase três décadas de defesa do intervencionismo”.

“Não é certo que Bolsonaro vá ser mais pró-mercado que Haddad, mas há uma boa chance. Só isso já deixaria a democracia brasileira mais segura, aumentando o custo de sanções internacionais e incentivando uma sociedade civil livre e sem rabo preso. O pior cenário do bolsonarismo seria bem ruim, pior do que muitos cenários plausíveis sob Haddad”, ponderou.

Leia o ensaio completo no portal Nexo clicando aqui.

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