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Em rádio, Ciro se compara a Churchill no discurso contra ‘fascismo’ de Bolsonaro

Ciro Gomes fez acentuadas críticas ao pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL), associando o líder nas pesquisas de intenção de voto a extremismo, militarismo e radicalismo

- Publicado no dia
Ciro Gomes e Winston Churchill (Fotos: Mídia Bahia/Acervo)

O pré-candidato à presidência da república Ciro Gomes (PDT) comparou o seu discurso “contra o fascismo” ao do ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill, que liderou a Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Em entrevista recente a um programa de rádio, Gomes tocou no assunto quando foi instado a comentar sobre Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto. [1]

Com frases firmes, Ciro criticou o deputado por “não ter experiência nenhuma”, ter chamado Eduardo Cunha de “herói” e por nunca ter levantado a voz contra lideranças políticas do Rio de Janeiro que hoje estão condenadas por corrupção.

Ciro também disse que Bolsonaro “espalha preconceito contra negros, contra a mulher, contra pobre e contra gay”, garantiu que “vai enfrentar o fascismo” e criticou Jair Bolsonaro por não ir a diversos debates.

“Se [Bolsonaro] fosse homem mesmo, ele iria para o debate. Deveríamos ter vergonha de defender um candidato que não tem coragem de debater com os colegas. Eu estou indo em quase todos. Nós tivemos um debate no Instituto Liberal [N.E.: na realidade, Instituto de Estudos Empresariais, organizador do Fórum da Liberdade], um ambiente absolutamente conservador no Rio Grande do Sul, e ele não foi”, disse Ciro, citando em seguida outros encontros dos quais o pré-candidato do PSL se ausentou.


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Perguntado pelo radialista se Ciro teria preconceito contra Jair Bolsonaro, o pedetista afirmou que tem “preconceito contra o fascismo”.

“Quem é fascista comigo tem que ser enfrentado com dureza. Foi assim que Churchill fez com Hitler. O Chamberlain lá na Inglaterra alisou. O Stalin precisava de um tempo para se arrumar e alisou. Os próprios americanos deixaram o Hitler se acontecer (sic) e mais de 40 milhões de pessoas foram mortas só pela raça e só por serem pobres”.

Por fim, Ciro concluiu que é preciso “matar esse tipo de fenômeno do extremismo, do militarismo, do radicalismo e da cultura política da violência pela raiz”.

+ ‘Acima da política, existe uma nação que nos une’, diz autor de livro sobre discursos de Churchill

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