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Soviéticos cogitaram causar guerra civil no Brasil no início dos anos 1960, diz livro

Informação foi obtida pelos autores do livro "1964 - O Elo Perdido" por meio de pesquisas de documentos históricos da União Soviética e de países satélites sob influência direta da KGB
Praça Vermelha, em Moscou. Ao fundo, o Kremlin, centro do poder político da União Soviética (Foto: Divulgação)
Praça Vermelha, em Moscou. Ao fundo, o Kremlin, centro do poder político da União Soviética (Foto: Divulgação)

Em meio a entusiasmadas coberturas televisivas da Copa da Rússia, poucos veículos lembrarão que o país, enquanto União Soviética, investiu firmemente para influenciar a política e a história do Brasil. Durante o início dos anos 1960, no auge da Guerra Fria, até a hipótese de estimular uma guerra civil entre os brasileiros chegou a ser cogitada.

A revelação vem do livro 1964 – O Elo Perdido (Vide Editorial, 2017) e é destacada em reportagem recente do jornal El País. Com base em arquivos secretos da Tchecoslováquia, nação satélite da URSS cujo serviço de inteligência se reportava diretamente para a KGB em Moscou, os pesquisadores descobriram esse intento. [1]

Autores de “1964 – O Elo Perdido” foram atrás de documentos da União Soviética e países vizinhos para descobrir conexões dos comunistas para influenciar a política no Brasil – Clique para saber mais sobre o livro

Um documento datado de outubro de 1961 fazia menção a uma operação que tinha por objetivo causar tumultos e que poderia se desdobrar em um conflito de ordem civil:





“O camarada ministro confirmou a operação ativa I-V de criptônimo LUTA, cujo objetivo é causar demonstrações e tumultos antiamericanos e — em caso de seus surgimentos — causar uma guerra civil no Brasil. Um dos objetivos desta operação ativa é fazer com que representantes nacionalistas tomem o poder no Brasil”, dizia o texto.

Segundo reportagem do El País, a agência de inteligência do leste europeu se referia à Leonel Brizola e às Ligas Camponeses.





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