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Procuradora-geral quer que STF derrube obrigatoriedade da impressão do voto

Ela acredita que a medida pode violar o sigilo do voto; a decisão havia sido definida pelo Congresso brasileiro com base em projeto de Jair Bolsonaro
Raquel Dodge (Foto: Jorge William / Agência O Globo)
Raquel Dodge (Foto: Jorge William / Agência O Globo)

O Boletim noticiou ontem (5) que o movimento Nas Ruas admitiu a possibilidade de novas manifestações populares se o TSE mantiver a restrição da impressão do voto, definida pelo Congresso em 2015 a partir de proposta do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), apenas a 5% das urnas eletrônicas.  Pois a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, colocou lenha na fogueira: ela não quer impressão em urna alguma.

Ela pediu ao Supremo Tribunal Federal para derrubar a obrigatoriedade da impressão dos votos pelas urnas eletrônicas. Na mesma ação, Dodge ainda pediu que a implantação da tecnologia não seja aplicada nas eleições deste ano. O processo, encaminhado para o ministro Luiz Fux (que organizará as eleições, assumindo a presidência do TSE nesta terça (6), mas ele se declarou suspeito para julgar. [1]





Para a procuradora, a impressão do voto, que é adotada em outros países, coloca em risco o sigilo em caso de falha na impressão ou travamento do papel na urna. “Há ainda que considerar a situação das pessoas com deficiência visual e as analfabetas, que não terão condições de conferir o voto impresso sem o auxílio de terceiros”, argumentou, lembrando que o STF derrubou o voto impresso em 2013 pelo mesmo motivo e suspeitas de fraude no modelo eletrônico jamais teriam sido comprovadas.

Até o momento, movimentos e partidos ligados às ideias da liberdade ainda não se manifestaram sobre o pedido de Dodge.

 
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