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A um dia da posse, nova direita comenta e se divide quanto ao governo Trump

Boletim da Liberdade reúne recentes manifestações publicadas por alguns dos nomes mais influentes do movimento liberal e conservador brasileiro
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O bilionário americano Donald Trump toma posse nessa sexta-feira (20) do cargo de presidente dos Estados Unidos. De personalidade forte e protagonista de episódios polêmicos, seu perfil político desperta diferentes sentimentos em nomes da nova direita brasileira. Confira, abaixo, algumas das declarações recentes de alguns dos nomes mais influentes do Brasil dentro do movimento liberal e conservador:

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Joel Pinheiro da Fonseca, economista e ex-presidente do Conselho Consultivo do Estudantes pela Liberdade:

“Trump arrisca acelerar a queda do poder americano no resto do mundo com um misto de isolacionismo (a Europa que se vire com a Rússia) e bravado. O mundo ficará mais instável e o poder das autocracias aumentará com um EUA mais fechado, imprevisível e refratário a seus aliados. Ao invés da fraqueza de Obama, a intempestividade de Trump. Não é uma boa perspectiva para quem deseja um mundo mais livre e mais próspero. Para quem quer ver Rússia e China botando as mangas de fora, é.”

Olavo de Carvalho, jornalista e professor:

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“Uma vez empossado o Trump, será IMPOSSÍVEL continuar escondendo os crimes dos Clintons e do Obama. Daí a pressa agônica de ‘fazer alguma coisa enquanto é tempo’.”

Rodrigo Constantino, economista e blogueiro:

Se os rótulos de “ultraconservador” ou “xenófobo” soam vazios, há uma crítica que de fato merece maior atenção: aquela que diz respeito ao protecionismo comercial do magnata. Ele [Trump] de fato adota uma visão mercantilista da economia, na qual importar é ruim e exportar é bom. Trata-se de um equívoco já refutado por Adam Smith no século 18. Não deixa de ser irônico ver a esquerda endossando a globalização liberal contra esse protecionismo, logo ela que sempre condenou o livre mercado global. Mas, ainda que fruto da hipocrisia ou do cálculo político, a denúncia em si é legítima. Trump vai prejudicar os próprios americanos se insistir num caminho protecionista.

Felippe Hermes, editor do site Spotniks:

O presidente chinês declarou que não se pode sair por aí culpando a globalização e que protecionismo é uma medida irreal nos dias de hoje. O presidente americano continua ameaçando montadoras que não quiserem produzir no seu país. Parece que o jogo virou não é mesmo queridinha?

Alexandre Borges, publicitário e ex-diretor do Instituto Liberal:

Artistas americanos temem participar da posse de Trump e serem “simonalizados”. E fascistas são os outros. Como ele é um homem com muita experiência no showbusiness, acredito que vá dar um jeito, mas é possível que manifestações contratadas direta ou indiretamente por George Soros promovam badernas para dar imagens à imprensa que tentará vender a idéia que seriam espontâneas, tirando parte da legitimidade de Trump. Não vai dar certo. O que estes bilionários e celebridades vão conseguir é deixar Trump livre para governar sem qualquer compromisso com eles. Melhor notícia para o povo americano e para o Ocidente, impossível.

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