Liberais repercutem aprovação do fim do imposto sindical e Reforma Trabalhista

Instituições e personalidades ligadas ao pensamento liberal comentaram a decisão histórica da Câmara dos Deputados; reunimos algumas dessas publicações

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16.08.2016 São Paulo - Centrais Sindicais (CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT) fazem ato no dia nacional de mobilização e luta por emprego e garantia de direitos, na Avenida Paulista (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Centrais sindicais em manifestação do ano passado (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Entre a noite desta quarta e a madrugada desta quinta, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão histórica, conforme este Boletim já registrou. A Reforma Trabalhista foi aprovada com 296 votos a favor, 177 contrários e nenhuma abstenção. Um dos itens mais emblemáticos da reforma é o fim da obrigatoriedade do imposto sindical.

Atingido por iniciativa do deputado Paulo Eduardo Martins, hoje no PSDB, o feito foi aguardado por muitas décadas por liberais brasileiros, de ontem e de hoje – embora, é bom que se diga, ainda não esteja sacramentado, pois a reforma ainda passará pelo Senado. Muitas personalidades e instituições ligadas ao pensamento liberal celebraram o acontecimento nas redes sociais.

Reunimos algumas dessas manifestações:

Bernardo Santoro, ex-diretor presidente do Instituto Liberal  e professor da Mackenzie

“Parabéns ao meu querido amigo Paulo Eduardo Martins pela aprovação da reforma trabalhista. É ele o responsável pelo fim do imposto sindical. Você me representa demais, irmão. Sendo sancionada a reforma, prometo destinar um terço do que eu pagaria no ano que vem de imposto sindical em um super jantar pra você aqui em São Paulo, hehehe.”

Rodrigo Constantino, economista e blogueiro da Gazeta do Povo

“Os ventos de mudança sopram com força em nosso país. Como diz meu amigo Helio Beltrão, do Instituto Mises Brasil, ‘it’s happening’, ou seja, a chegada do liberalismo, aos poucos e pelas beiradas, está acontecendo. O relator Rogério Marinho mencionou até o próprio liberal Mises em seu discurso, além de Roberto Campos. E depois também citou Roger Scruton. É sério!”

Helio Beltrão, empresário e presidente do Instituto Mises Brasil

“Se eu estivesse no Congresso, as próximas batalhas seriam o fim do monopólio municipal de sindicatos (unicidade sindical) e o fim dos impostos para financiar o sistema S.”

Instituto Mises Brasil

“Nunca deixem lhe dizer que ideias não fazem a diferença. Hoje pela tarde, Ludwig von Mises foi mencionado no Congresso Federal abrindo a leitura do relatório sobre a necessária reforma trabalhista pela qual o país deve passar. Um pequeno passo para nossas ideias, rumo a um futuro mais livre e próspero.”

Partido NOVO

“A ‘contribuição’ sindical, um nome incorreto para imposto, vai acabar. Também deve-se comemorar a possibilidade de empregados e empregadores fazerem acordos próprios, bons para ambos. Com milhões de desempregados no Brasil, a notícia traz um sopro de esperança. Fiquemos de olho.”

PSL / Livres

“A desburocratização das leis trabalhistas poderia ajudar milhões de brasileiros desempregados ou que estão na informalidade. Seriam criados incentivos para o investimento, a inovação e o aumento de produtividade, indicadores essenciais para uma sociedade se tornar mais próspera e livre.”

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