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Morre bebê condenada à morte por Tribunal do Reino Unido

A bebê sofria de um distúrbio mitocondrial, que causa falhas no funcionamento da mitocôndria e afeta a geração de energia nas células

Uma bebê que foi condenada a morte pelo Tribunal Superior e o Tribunal de Recursos, no Reino Unido, morreu na madrugada desta segunda-feira (13). Indi Gregory sofria de uma doença rara e seus pais travaram uma batalha judicial para manter a bebê com vida. Eles chegaram a conseguir uma cidadania para Indi junto ao governo Italiano para tratamento no país. Entretanto o Tribunal negou a transferência e determinaram o desligamento dos aparelhos que a mantinham viva.

“Minha filha está morta, minha vida acabou. Minha esposa Claire e eu estamos com raiva, com o coração partido e envergonhados”, disse o pai, Dean Gregory, à imprensa. “O serviço de saúde nacional e os tribunais não apenas lhe tiraram a chance de viver, mas também a dignidade de morrer em sua própria casa. Eles conseguiram tirar o corpo e a dignidade de Indi, mas nunca poderão tirar sua alma”. completou Dean.

A bebê sofria de um distúrbio mitocondrial, que causa falhas no funcionamento da mitocôndria e afeta a geração de energia nas células. Por sua condição rara, o Queen’s Medical Center (QMC), hospital em que Indi estava internada alegou que não havia mais nada a ser feito por ela e agendou o desligamento dos aparelhos por causa dos custos. Foi aí que se iniciou a batalha judicial.

Repercussão mundial

O caso teve grande repercussão na Europa e a história chegou até o Papa Francisco que disse estar rezando pela família e providenciou o Hospital Pediátrico Menino Jesus (Bambino Gesù, no idioma original), localizado em Roma. Quem também se solidarizou com o caso e tentou ajudar foi a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que conseguiu emitir uma cidadania italiana para que transferissem a bebê para o hospital.

Com o documento e um Hospital com plano de tratamento preparado na Itália, os pais de Indi voltaram ao Tribunal para recorrer da decisão, mas mesmo assim os juízes negaram. “Eles estão nos impedindo de levá-la para casa, mesmo sendo cidadã italiana”, apelou o pai. “O governo italiano concedeu cidadania à pequena Indi, então deem mais uma chance a ela”, reforçou Melani. Mas não adiantou.

Após a decisão do Tribunal na última sexta-feira (11), Indi foi transferida para um Quarto de Cuidados Paliativos (Hospice). Para evitar manifestações e conflitos, a ambulância foi escoltada pela polícia. A família recorreu pela última vez, mas o Tribunal negou o pedido novamente no sábado. Após o desligamento dos aparelhos que mantinham Indi viva, a bebê permaneceu lutando sozinha até o início desta segunda-feira (13), quando faleceu, à 1h45 (horário local). Claire Gregory, mãe da menina, acompanhou a filha no quarto até o fim.

Após a confirmação da morte da menina, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, lamentou o ocorrido. “Fizemos tudo. Tudo o que nos era possível, infelizmente não foi suficiente. Tenha uma boa viagem, pequena Indi”.

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