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Representantes do ‘jornalismo’ cobram financiamento público para setor

Representantes do jornalismo
Os representantes de federações defenderam ainda a remuneração de conteúdo jornalístico e regulação das plataformas digitais

Com o discurso de “combater a desinformação”, representantes do jornalismo brasileiro e internacional participaram de uma audiência pública no Senado Federal. A reunião aconteceu no Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS). A sessão reuniu especialistas e conselheiros que apontaram que o fortalecimento do jornalismo deve estar na pauta de prioridades do Parlamento como mecanismo necessário para a manutenção da democracia e para o exercício da cidadania. 

Financiamento do jornalismo

A representante da Fenaj, Maria José Braga, argumentou que a crise no jornalismo deve ser examinada com ênfase não apenas na atividade em si. Mas abordando questões éticas, de conteúdo e de modelo de negócios, bem como a importância de garantir seu financiamento público como elemento fundamental.

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“Todas as vezes que colocamos a comunicação social no balaio das necessidades essenciais do ser humano, a gente se esquece de colocar o financiamento para a comunicação social no balaio dos financiamentos necessários. E é isso que a proposta da Fenaj ousadamente faz. Pela primeira vez na história deste País nós temos uma proposta de financiamento público para o jornalismo”, ressaltou.

Plataformas digitais 

O secretário-geral da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc), Celso Augusto Schröder, destacou que, para tentar conter o dreno dos recursos dirigidos a grandes plataformas digitais e a consequente falência do jornalismo profissional, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) propôs à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) uma ação global para que o Brasil construa mecanismos de regulação das plataformas de tal maneira a garantir os sistemas econômicos nacionais do jornalismo.

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“As novas tecnologias da informação inauguraram um novo momento do capitalismo: a chamada uberização. Precarizaram o trabalho, e a monopolização internacional inviabilizou o livre mercado nacional com uma acumulação monetária inédita e uma apropriação ilegal de conteúdos”, afirmou.

Remuneração de conteúdo

Outra pauta foi o uso do conteúdo jornalístico remunerado, uma vez que, segundo eles, gera ganhos financeiros às plataformas digitais e valor às big techs. Além disso, eles argumentam que serve ainda de ferramenta para engajamento com usuários e de fortalecimento inteligência artificial.

Carla Egydio, diretora de Relações Institucionais da Associação de Jornalismo Digital (Ajor), disse que em alguns países já existe legislação para remunerar a veiculação desses conteúdos. Entre eles estão Canadá, Estados Unidos e integrantes da União Europeia, mas Egydio defendeu que o Brasil deve se ater à realidade do país, levando em consideração princípios que não aprofundem as desigualdades, além de não concentrar um campo já altamente concentrado.

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