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Americanas encontra fraude e vai à Justiça para reaver valores

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Contratos de verba de propaganda foram artificialmente criados para melhorar os resultados da Companhia

Após analisar documentos com registros financeiros da Americanas, que está em recuperação judicial, o Comitê Independente concluiu preliminarmente que a empresa sofreu fraude da diretoria anterior. A informação foi divulgada pela Americanas na manhã desta terça-feira (13). Os dados são do relatório preliminar financeiro do comitê de investigação independente.

Em comunicado, Camille Loyo Fari, atual Diretora Financeira, informou aos acionistas e ao mercado financeiro que identificaram diversos contratos de verba de propaganda cooperada e instrumentos similares (“VPC”). De acordo com a diretora, os contratos falsos deveriam melhorar os resultados operacionais da Companhia.

De acordo com a Americanas, a fraude teve participação do ex-CEO Miguel Gutierrez e da ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali. Além dos ex-diretores José Timótheo de Barros e Márcio Cruz Meirelles, e dos ex-executivos Fábio da Silva Abrate, Flávia Carneiro e Marcelo da Silva Nunes.

Os contratos manipulados teriam gerado um rombo de R$21,7 bilhões. As contrapartidas contábeis lançadas na conta de fornecedores teve desfalque de R$17,7 bilhões, até 30 de setembro de 2022. Bem como de R$4 bilhões de lançamentos contábeis em outras contas do ativo da Companhia.

O Conselho de Administração da Companhia e os Assessores disseram ainda que vão entregar o relatório às autoridades competentes e vai avaliar medidas legais para solicitar ressarcimento do valores aos responsáveis pela fraude.

Supostos envolvidos

Primeiramente, Miguel Gutierrez, ex-CEO da varejista, que deixou o cargo na empresa em 31 de dezembro de 2022.

José Timótheo de Barros se afastou de suas funções executivas na Companhia em 03 de fevereiro. Ele comunicou sua renúncia em 1º de maio de 2023.

Anna Christina Ramos Saicali, Márcio Cruz Meirelles, Fábio da Silva Abrate, Flávia Carneiro e Marcelo da Silva Nunes sofreram afastamento de suas funções desde fevereiro deste ano e tiveram desligamento pela Administração da Companhia.

Os nomes citados no comunicado ainda não se manifestaram sobre o assunto.

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