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Só 7,6% dos novos deputados vêm de fora da política, diz instituto

Levantamento organizado pelo Instituto Millenium trouxe critérios mais rígidos do que os costumeiramente usados por organizações setoriais e veículos de comunicação e apontou pequena renovação de quadros que vêm de fora da política; estudo assinado por Diogo Costa, Priscila Chammas e Wagner Vargas também destacou que o custo do voto de partidos mais ideológicos, tanto à direita quanto à esquerda, foram os "mais baratos dentre os eleitos"

Um novo recorte realizado pelo Instituto Millenium sobre os deputados federais eleitos para a nova legislatura aponta que, com critérios mais realistas, a renovação política é ainda menor do que a costumeiramente projetada por veículos de comunicação e organizações setoriais sobre a nova Câmara, que toma posse em 2023.

Com novos critérios, o IMIL projetou que apenas 39 deputados federais viriam “de fora do poder”, o que representaria 7,6% do total dos 513 deputados federais.

A contagem levou em consideração, por exemplo, deputados eleitos que não teriam ocupado anteriormente outro cargo eletivo, parentes próximos de políticos, ex-titulares de secretarias, ministérios (incluindo cônjuges) e dirigentes partidários.

“Neste recorte, conseguimos filtrar, por exemplo, casos conhecidos, como o do deputado eleito pelo Ceará, Eunício Oliveira (MDB). Apesar de estar atualmente sem mandato, Oliveira conta com um extenso histórico de cargos políticos, incluindo a presidência do Senado em 2017. Na Câmara dos Deputados, este será seu terceiro mandato não consecutivo. O mesmo partido tem Roseana Sarney, herdeira da principal dinastia política do Maranhão. A deputada eleita já foi governadora de seu estado quatro vezes. Seu currículo também inclui um mandato de senadora e outro de deputada federal. Por estarem sem mandato, tanto Roseana Sarney quanto Eunício Oliveira, apesar de não serem outsiders políticos, teriam entrado na conta da renovação, caso o critério fosse apenas o de reeleição”, avalia o estudo.

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Custo do Voto

Na análise feita pelo Instituto Millenium, campanhas eleitorais para deputado federal feitas por partidos mais ideológicos, tanto à direita quanto à esquerda, também foram mais baratas por voto conquistado.

“Considerando as medianas, […] os votos mais baratos dentre os eleitos foram os do PSOL (R$ 7,35), PL (R$ 8,37) e NOVO (R$ 8,51). O mais caro, por sua vez, foi o o do PSDB, partido no qual, por muito tempo, a direita brasileira votava, mas que acabou perdendo sua identidade com o surgimento de opções mais ideológicas. Neste caso, a mediana foi para R$ 25,92 por voto, valor que sobe para R$ 33,17 no caso dos que não foram candidatos à reeleição”, diz o estudo.

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O artigo “A Câmara dos próximos 4 anos: uma análise dos deputados eleitos em 2022”, organizado pelo IMIL, é assinado por Diogo Costa, Wagner Vargas e Priscila Chammas.

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