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Manifestação sem esquerda contra Bolsonaro será em setembro

Ato suprapartidário que conta com o endosso de grupos de centro-direita e direita foi marcado para período em que, segundo os organizadores, população estaria vacinada com a primeira dose
Foto: Reprodução
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Em coletiva de imprensa realizada no início da tarde desta quinta-feira (8), os grupos que estão organizando atos em defesa do impeachment de Jair Bolsonaro anunciaram que o protesto ocorrerá no dia 12 de setembro, um domingo. [1]

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A data foi escolhida porque, na avaliação deles, “100% da população [estará] vacinada com a primeira dose” da vacina contra Covid-19. [2]

Diversas personalidades participaram do ato, entre eles os deputados federais Kim Kataguiri (DEM/SP) e Junior Bozella (PSL/SP), os deputados estaduais Heni Ozi Cuckier (NOVO/SP) e Arthur do Val (Patriota/SP), os vereadores Rubinho Nunes (PSL/SP) e Cris Monteiro (NOVO/SP), além de lideranças de grupos políticos, como o cientista político Magno Karl, do Livres.

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Ao contrário do que anunciado pelo MBL, João Amoêdo, do NOVO, não esteve presente na coletiva.

Discursos

Nos discursos, os ativistas enalteceram argumentos pelos quais o presidente Jair Bolsonaro deve ser retirado do cargo. As críticas giraram desde a gestão durante a pandemia, até a política econômica e denúncias de corrupção.

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Kim Kataguiri, do MBL, que abriu as falas, destacou que “são inaceitáveis as inúmeras traições e sabotagens que o presidente da República tem nos feito desde sua reeleição” e sustentou a responsabilidade do grupo de chamar às manifestações “em momento em que a vacinação estará avançada, quando poderemos reunir pessoas com segurança”. O deputado defendeu ainda que os atos serão pacíficos.

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“Neste dia, finalmente poderemos dar um grito de basta contra todos esses escândalos de corrupção, todos esses desmandos do presidente que tem se preocupado muito mais em blindar a própria família, em encher os próprios bolsos, do que efetivamente combater o vírus e a crise econômica”, pontuou.

O deputado estadual Arthur do Val (Patriota/SP) avalia que o momento “é histórico” e “um dos mais importantes da história recente do Brasil”. “Estamos firmando um pacto democrático, em defesa das nossas liberdades, da vergonha na cara do povo que não vai tolerar o intolerável”, disse.

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“Não podemos jogar o combate à corrupção no ralo por causa de uma família”, reclamou ainda o parlamentar, que também frisou se tratar a defesa do impeachment como uma “questão de humanidade”.

Magno Karl, do Livres, defendeu que “todas as divergências políticas precisam ser colocadas de lado” em prol do impeachment.

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“Desde as ‘Diretas Já’, nunca foi tão necessário que coloquemos nossas divergências políticas de lado e sentemos à mesma mesa”, disse o ativista, “conclamando por um momento de união”.

“Não podemos mais ficar à mercê de um presidente que jamais teve condição de governar. Isso ficou muito evidente quando foi chamado a agir, quando nos deparamos diante de uma pandemia seríssima”, destacou.

O pedido pela união “em nome da repulsa dessa figura criminosa, negligente, corrupta, que se apoderou da cadeira presidencial do país” também foi levantado pelo vereador Rubinho Nunes, que vê no presidente risco à “continuidade do Estado de Direito”.

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O deputado federal Junior Bozzela, do PSL de São Paulo, por sua vez, argumentou que o movimento trata-se da derrubada de um governo “autoritário” e que a maioria da população está insatisfeita com o governo.

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“Precisamos interromper esse genocídio. Como dizia o nosso saudoso Major Olímpio, bandido é bandido, não é de esquerda e de direita”, salientou o parlamentar.

Heni Ozi Cuckier, do NOVO, pontuou que “o brasileiro está cansado de pagar a conta da incompetência política” e que “a frustração do brasileiro virou cansaço, e o cansaço virou uma anestesia coletiva”.

“Tenho escutado de diversas pessoas que estamos banalizando o impeachment. Sabe o que a gente tem visto banalizado? A corrupção, a ignorância, a incompetência. […] Um dia de governo Bolsonaro é pior do que três impeachments”, disse o parlamentar do NOVO, que destacou que no Brasil há um “vírus mais mortal do que o coronavírus, que é o vírus do populismo”.

“Em 2016, tomamos a primeira dose contra o vírus do populismo. Agora, chegou a hora de tomar a segunda dose”, concluiu.

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