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João Doria critica projetos para ampliar acesso às vacinas pela iniciativa privada

Em participação em sala no ClubHouse, tucano afirmou que 'Vacina só para ricos, não; vacina para todos, sim' e criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro: 'Messias da morte'
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mostrou-se crítico na noite desta quarta-feira (7) ao projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados para ampliar a possibilidade de a iniciativa privada atuar na vacinação dos brasileiros.

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Em entrevista concedida ao grupo “Política & Patuscadas” no ClubHouse, Doria, mesmo ciente que parcela das vacinas seria doada ao SUS, afirmou que “enquanto não tivermos as vacinas gratuitas e disponíveis para todos”, compreende que esses projetos representam um “equívoco”.

“Eu entendo e compreendo aqueles que, pelo setor privado, querem vacinar seus funcionários e colaboradores, mas eu não compreendo como, em uma situação como essa, [isso] possa se sobrepor à necessidade, o dever, a obrigação de vacinar as pessoas pobres, as pessoas humildes, as pessoas que não têm acesso para comprar vacinas e que precisam que elas sejam oferecidas pelo SUS, pelo Sistema Único da Saúde, para que o braço do pobre possa receber a vacina assim como o braço do rico”, disse.

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Na mesma entrevista, Doria também criticou a demora do governo federal em adquirir imunizantes e, ao fim, ter apostado principalmente na vacina da Oxford/AstraZeneca.

“O governo federal […] poderia ter comprado quatro ou cinco vacinas desde abril do ano passado e não o fez. Investiu e apostou em apenas uma vacina. […] Poderia ter obtido apoio do setor privado para vacinar todos os brasileiros. Todos os brasileiros. Não é justo que, diante de uma pandemia, os ricos e poderosos possam comprar as vacinas e se imunizar e os pobres fiquem na fila, esperando por uma vacina que não foi comprada pelo governo federal”, pontuou.

O tucano também ressaltou que compreende que a iniciativa privada pode ter um papel importante de “ajudar solidariamente o combate à pandemia” e mencionou que seu governo tem obtido êxito nesse processo.

“Hoje, nós, em duas horas de reunião, conseguimos arrecadar 500 mil cestas de alimentos solidários. […] Por que isso aconteceu? Credibilidade, confiança no governo, confiança na nossa postura, confiança na transparência do governo de São Paulo”, orgulhou-se.

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