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Guedes defende orçamento livre e criação de fundo social com receita das privatizações

Em audiência pública, o ministro classificou o Estado brasileiro como "financeiramente quebrado, mas cheio de ativos" e sugeriu a criação de um "Fundo Brasil" para reduzir dívida e auxiliar mais pobres
Foto: Reprodução/YouTube/AEB
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O ministro Paulo Guedes, da Economia, voltou a defender nesta quinta-feira (25) que o orçamento da União não fique comprometido com gastos em áreas específicas e pré-estabelecidas. Desde a campanha eleitoral, o ministro já mencionava a importância de haver maior flexibilidade na administração dos recursos públicos.

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“Eu defendo, desde o dia em que cheguei aqui, o empoderamento da classe política. A essência da política é definir o uso dos recursos. Eu defendo que os senhores assumam o controle do Orçamento. Esses recursos hoje estão todos carimbados, há usos que estão completamente inadequados”, disse durante uma audiência pública remota do Senado. [1]

Atualmente, cerca de 94% do orçamento da União já possui destino pré-estabelecido, restando apenas uma pequena fatia para as chamadas despesas discricionárias – isto é, em que o Poder Público pode livremente aplicar. De acordo com o noticiado pelo jornal Valor Econômico, esse montante é o equivalente a R$ 96 bilhões em 2021. [2]

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Na mesma audiência, Guedes classificou ainda o Estado como “financeiramente quebrado, mas cheio de ativos” e disse ser possível aumentar o valor do auxílio emergencial, desde que com “fontes de recursos corretas”, alertando sobre o risco da superinflação.

Para exemplificar o que consideraria como modelo mais adequado, o ministro sugeriu a criação de um “Fundo Brasil”, que seria abastecido com recursos do patrimônio brasileiro.

“Vamos pegar o patrimônio que o Estado brasileiro tem e vamos entregar uma parte para os mais pobres e outra parte para reduzir a dívida. Vamos aliviar as gerações futuras, de um lado, garantindo justamente que nós liquidemos uma parte dessa dívida, e, por outro lado, vamos ajudar os pobres contemporâneos nossos. Vamos pegar esse patrimônio e, em vez de ele ficar participando de maracutaia, de aparelhamento político, de caixa dois, de corrupção, vamos pegar esse patrimônio e vamos dar para os mais pobres. Fundo Brasil: vamos pagar dividendos sociais para os mais frágeis”, disse. [3]

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