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Liberais criticam intimação de Felipe Neto e uso da Lei de Segurança Nacional

Intelectuais, associações e parlamentares se manifestaram sobre a intimação sofrida pelo youtuber e defenderam revisão na legislação; na avaliação de Neto, objetivo da medida é gerar medo nas pessoas
Foto: Reprodução/Twitter

O youtuber Felipe Neto divulgou nesta segunda-feira (15) que foi intimado a responder sobre o crime contra a segurança nacional por ter chamado o presidente Jair Bolsonaro de genocida. Nas redes, liberais se solidarizaram com o influenciador e criticaram o uso da Lei de Segurança Nacional. [1]

“Posso discordar até a alma do Felipe Neto, mas nada justifica usar a polícia para intimidar um sujeito que está simplesmente exercendo o direito de criticar o presidente”, escreveu o deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP).

Na avaliação do parlamentar, essa prática seria “coisa de regime autoritário”. E provocou: “É genocida, sim. Pode me prender, mantenho a palavra”. [2]





A associação suprapartidária Livres, por sua vez, destacou que “o uso heterodoxo da Lei de Segurança Nacional despertou as entranhas autoritárias do Estado brasileiro”.

“Um dia, o ataque à liberdade de expressão atinge quem você deplora. No outro, a vítima pode ser quem você admira. Seja Felipe Neto ou Danilo Gentili, ninguém deve ser perseguido por suas opiniões”, diz a nota divulgada pelo grupo. [2]

O Livres também avaliou que a “liberdade de expressão é um fundamento essencial da democracia liberal” e que “jamais podemos aceitar que esse princípio seja atropelado”.





Diretor-executivo da entidade, o cientista político Magno Karl avaliou ainda em suas redes sociais que “a Lei de Segurança Nacional está fazendo décadas de hora extra em nossa democracia”. [3]

Nesta terça-feira (16), o deputado federal Paulo Ganime (NOVO/RJ) também manifestou-se sobre a intimação, deixando seu “repúdio ao uso da Lei de (in)Segurança Nacional contra Felipe Neto”. [5]

Quem também se manifestou sobre o tema foi o advogado Rodrigo Marinho, conselheiro do Instituto Mises Brasil.





“A Lei de Segurança Nacional é um entulho da ditadura militar (não existe ditadura boa, todas são péssimas) e não deveria ser usada contra quem eu gosto e contra quem eu não gosto. Deveria ser revogada imediatamente!”, defendeu. [4]

Na noite desta segunda-feira (15), Neto voltou às redes e fez um retrospecto sobre o que lhe motivou a insultar Bolsonaro. Depois, avaliou que vai enfrentar o que chamou de “tentativas de silenciamento por parte desse governo”.

“Fiquei muito espantado quando eu vi que estava sendo acusado de crime contra a segurança nacional. […] [Mas] vou continuar na mesma posição e sem medo, porque esse é exatamente o objetivo principal dessas pessoas – a imposição do medo. A imposição do medo, de que você tenha medo, porque eles sabem que eu tenho como me defender, que eu tenho recursos para isso, eles sabem que não vai dar em nada essa acusação completamente descabida e ilegal”, disse.









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