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NOVO divulga diretriz para oficializar partido como de oposição a Bolsonaro

Principal partido liberal do país, sigla anunciou decisão na noite em que Lula se torna elegível e diz temer polarização; apesar da medida, contudo, bancada de deputados segue como "independente"
Diretriz do partido inclui posicionamento para as eleições de 2022 de enfrentamento a Bolsonaro. Na foto, lançamento da pré-candidatura de João Amoêdo à presidência em 2018 (Foto: Reprodução/Facebook)

O Partido Novo divulgou na noite desta segunda-feira (8) uma diretriz partidária que determinou que a sigla passa a fazer, oficialmente, oposição ao presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a decisão, a atuação de oposição valerá “desde já tanto [para] nossas posições institucionais quanto [para] nossas candidaturas para 2022”.

“Após 2 anos de governo, vemos que o bolsonarismo pode causar tanto mal quanto o petismo aos brasileiros. O NOVO é, e sempre será, oposição a qualquer ideologia política perversa e populista que vá na direção oposta da construção do Brasil que merecemos”, diz a nota enviada à imprensa pelo partido.





Argumentos

Para basear a decisão, a sigla levantou um total de dez argumentos que incluem, entre outros pontos, “o abandono pelo governo federal de pautas relevantes envolvendo reformas essenciais”; a “forma de comunicação ofensiva utilizada pelo presidente”; o “abandono das políticas anticorrupção, culminando com o encerramento da Lava Jato”; a “interferência direta do presidente na Polícia Federal” e até a “atuação do Ministério das Relações Exteriores voltada a questões ideológicas e não aos mais importantes e relevantes interesses”.

A sigla também mencionou, no texto, o modo como Bolsonaro conduziu a pandemia de Covid-19, utilizando termos repleta de “omissões e a falta de liderança”, que teria “menosprezado o problema e divulgando medicamento não recomendado pelas autoridades sanitárias”.

Na diretriz, o NOVO também fez uma ressalva relacionada à bancada de deputados federais. O partido pontuou que os parlamentares poderão permanecer “formalmente independentes na Câmara dos Deputados, não se aliando aos partidos do bloco de oposição que, assim como o governo, também não representam compatibilidade com os princípios e valores do NOVO”.

O partido também orientou que seus filiados não realizem, nem fomentem, divulguem ou repassem “quaisquer atos ou discursos que visem a desmoralização das instituições democráticas, envolvendo quaisquer dos três poderes federais, os órgãos de Estado e o processo eleitoral”.





Reações

Principal fundador do NOVO e ex-candidato à presidência da República pela sigla nas eleições de 2018, João Amoêdo celebrou a decisão:

“Parabéns ao NOVO pela decisão de se declarar oposição ao governo Bolsonaro e a todos que, com muita resiliência, defenderam os princípios e valores do partido”, escreveu no Twitter. [1]

Um dos principais mandatários do partido críticos a Bolsonaro, o deputado estadual Daniel José (NOVO/SP) classificou a diretriz como uma “decisão natural”.

“O bolsonarismo é totalmente incompatível com valores e princípios que são a base do Partido Novo, do qual tenho muito orgulho de fazer parte. Agora, deixamos claro de uma vez por todas de que lado estamos na história”, escreveu. [2]









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