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Deltan Dallagnol afirma que fim da força-tarefa da Lava Jato ‘causa preocupações’

Ex-coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato mostrou preocupação com a redução de procuradores em dedicação exclusiva para as investigações
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Na avaliação do procurador da República Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, o encerramento da equipe de dedicação exclusiva à investigação no Ministério Público Federal “causa preocupações”. [1]

O anúncio oficial da medida, feito na última quarta-feira (3) pelo MPF, celebra os feitos da Lava Jato, mas comunica o encerramento da força-tarefa, pontuando, no entanto, que “alguns dos seus integrantes passam a atuar no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos”. [2]

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Na avaliação de Deltan, a medida acabou reduzindo o número de procuradores “que trabalham com dedicação exclusiva no caso, que já foram 10 dentre 14 e hoje são apenas 4″.

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“Apesar do profissionalismo e competência dos integrantes dos grupos e coordenadores, inevitavelmente se ampliará o prazo de investigações e haverá o adiamento de operações, num contexto de mão de obra já insuficiente e em que os resultados dependem da eficiência dos trabalhos”, alertou.

Nas redes sociais, o procurador também manifestou preocupação com o o contexto do encerramento. “Tais mudanças ocorrem, infelizmente, dentro de um quadro de retrocessos no combate à corrupção, reconhecidos por organismos internacionais”, disse.

Por fim, Dallagnol reforçou a importância de se restabelecer “a prisão em segunda instância, extinguindo o foro privilegiado e promovendo reformas anticorrupção”.

Balanço da operação

De acordo com o divulgado pelo Ministério Público Federal, a Operação Lava Jato gerou 130 acusações criminais contra 553 pessoas, das quais 278 já foram condenadas. Além disso, a operação pediu R$ 15 bilhões de ressarcimento, incluindo multas, e R$ 2,1 bilhões foram alvos de recuperação apenas acordo de colaboração.

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O MPF salientou, em nota, que a Lava Jato também firmou, ao longo de seus anos de atuação, 209 acordos de colaboração premiada firmados com pessoas físicas e 17 acordos de leniência. Além disso, a maior operação de combate à corrupção no país gerou 132 mandados de prisões preventivas e 163 mandados de prisão temporária.

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