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Liberais reagem contra artigo de Atila Iamarino que pede autoritarismo

Na 'Folha de S. Paulo', biólogo defendeu que sejam "caladas as vozes antivacina" ou que os imunizantes sejam "compulsórios": "um apelo autoritário, de uma forma ou de outra"
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um artigo do biólogo Atila Iamarino publicado nesta terça-feira (12) no jornal Folha de S. Paulo defendendo medidas autoritárias para, supostamente, “auxiliar” o combate à pandemia gerou críticas entre lideranças liberais. [1]

No texto, o colunista defende que “ou será preciso calar as vozes antivacina ou [será preciso] tornar a vacina compulsória”.

“Se a informação falsa sobre vacinas não for barrada na imprensa e em redes sociais, só uma vacinação compulsória chegaria em proporções suficientes. Um apelo autoritário, de uma forma ou de outra”, escreveu.





Reações

“Nunca conheci um autoritário que considerasse o seu próprio autoritarismo ‘desnecessário’. É sempre em nome de um ‘bem maior’ ou de ‘uma causa superior’ que justificam o autoritarismo”, escreveu o deputado estadual Fábio Ostermann (NOVO/RS) nas redes sociais. Ele também é um dos fundadores da associação suprapartidária Livres. [2]

O parlamentar defendeu ainda que “já passa da hora de pararmos de dar tanto ouvido a ‘especialistas’ midiáticos como Atila Iamarino tem a dizer sobre as nossas liberdades”.

Presidente do Instituto Mises Brasil e também colunista da ‘Folha’, Helio Beltrão repercutiu o artigo pontuando que “os ditadores acabam se revelando”. [3]

“É uma vergonha que gente que defenda autoritarismo seja respeitada por muitos no Brasil de hoje”, lamentou.





Uma das principais vozes do cenário liberal e fundador do Instituto de Estudos Empresariais, Roberto Rachewsky chamou Iamarino de “crápula autoritário que ganhou notoriedade ao causar comoção e aterrorizar a população”.

“Ele precisa voltar do lugar que saiu, o anonimato. Gente medíocre, quando lhe dão um pouco de poder, tende ao autoritarismo porque lhes falta autoestima, falta virtude, falta limites. Leiam o artigo com calma, ele não pensa por si. É um ‘second hander’. Conheçam os autores que ele lê e o conhecerão profundamente”, pontuou.

Colunista do Instituto Liberal, Rachewsky também falou que “Atila Iamarino critica fake news e o fascismo como ato diversionista para que os incautos não o tomem pelo que ele é: um fascista propagador de fake news”. [4]





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