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Rio: Em qual candidato a vereador o liberal deve votar? Entrevista com 5 postulantes de vários partidos

Boletim da Liberdade selecionou candidatos a vereador de diferentes partidos e com uma agenda em comum pró-liberdade e perguntou opiniões, propostas e visões diferentes para a cidade e para a política

- Publicado no dia
Foto: Reprodução

Dando sequência à cobertura das eleições municipais, o Boletim da Liberdade inicia nesta sexta-feira (23) uma série com entrevistas com candidatos a vereador do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG).

Com perguntas pré-fixadas e respostas comparativas, o eleitor liberal terá a oportunidade de conhecer as diferentes visões de cidade de postulantes a um mandato nas respectivas Câmaras Municipais.

A série começa dedicando-se à capital fluminense e entrevistando os seguintes postulantes ao legislativo municipal: Adriana Balthazar (NOVO), Bruno Holanda (Cidadania), Pedro Duarte (NOVO), Pedro Rafael (PSD) e Roberto Motta (PSC).

Os nomes foram escolhidos levando em consideração critérios como diversidade partidária, divergência ideológica dentro do campo pró-liberdade e a relevância pública no cenário de difusão do ideário liberal, mas não representam endosso do Boletim da Liberdade a qualquer das candidaturas ou partidos apresentados. 

Boletim da Liberdade: Qual é o principal problema do Rio?

Adriana Balthazar (NOVO – 30.003): Corrupção aliada a péssimas gestões.

Bruno Holanda (Cidadania – 23.333): O principal problema da cidade é a transparência da administração pública. Somos a terceira capital menos transparente do país e uma das únicas com Tribunal de Contas próprio, o que em tese deveria ajudar na fiscalização das contas. Sem saber o tamanho do buraco não dá pra pensar em como escalá-lo.

Pedro Duarte (NOVO – 30.300): O Rio de Janeiro está estagnado. A gestão municipal é retrógrada e desorganizada e, além disso, há muita corrupção e burocracia. Consequentemente, a cidade não se desenvolve economicamente e não possui as condições adequadas para proporcionar uma boa qualidade de vida para seus cidadãos. 

Pedro Rafael (PSD – 55.521): Falta de gestão. O Rio é a segunda maior cidade do Brasil e estamos abandonados. Não há incentivo para atrair investidores, não há segurança jurídica, pois toda hora muda alguma lei que atrapalha nosso ambiente econômico. Isso sem contar no dia a dia a falta de conservação pública e insegurança.

Roberto Motta (PSC – 20.300): Segurança pública. O Rio tem mais de 1.400 comunidades dominadas pelo narcotráfico e índices criminais que, apesar de terem sido reduzidos nos últimos anos, ainda são inaceitáveis. Desordem urbana é o segundo problema mais grave: ocupação de calçadas, cracolândias, favelização e comércio ilegal.


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Boletim da Liberdade: Seu mandato priorizará quais temas?

Adriana Balthazar (NOVO – 30.003): Combate à corrupção e impulsionamento do empreendedorismo e ambiente de negócios.

Bruno Holanda (Cidadania – 23.333): Transparência e retomada da cidade devem ser os principais temas de qualquer candidato a vereador no Rio. O papel principal do vereador é fiscalizar contas da cidade e serviços para o cidadão. Somos uma das mais importantes capitais culturais do mundo, devemos retomar nossa importância e autoestima.

Pedro Duarte (NOVO – 30.300): Meu mandato será baseado na defesa do empreendedorismo, bom uso do dinheiro público e foco na educação básica. Tenho propostas liberais para todas essas áreas. Vou fiscalizar de perto a gestão pública, na busca por um estado eficiente, que proporcione mais liberdade e desenvolvimento da cidade.

Pedro Rafael (PSD – 55.521): Desenvolvimento econômico e social, através do comércio e turismo do Rio de Janeiro. Além disso, a desburocratização e digitalização da gestão, precisamos fazer do Rio uma cidade inteligente. A partir daí você poderá ter uma cidade digna para todos.

Roberto Motta (PSC – 20.300): Segurança pública e ordem urbana. Apoio a transformação da Guarda Municipal em Polícia Municipal (permitida pela Lei Federal 13.022/2014), no modelo do Segurança Presente. Serão mais 7.000 policiais para a cidade. É preciso tolerância zero com a desordem e criação de um cinturão turístico seguro.

Cinelândia, no Rio de Janeiro, com o Palácio Pedro Ernesto à direita, sede da Câmara de Vereadores (Foto: AdobeStock)

Boletim da Liberdade: Como você se classifica ideologicamente?

Adriana Balthazar (NOVO – 30.003): Liberal.

Bruno Holanda (Cidadania – 23.333): Sou um liberal por inteiro. Membro do Livres, com pautas econômicas e sociais voltadas para a liberdade.

Pedro Duarte (NOVO – 30.300): Sou liberal clássico. Defendo um estado eficiente, que seja um facilitador da dinâmica social e, desse modo, possa proporcionar as condições adequadas para que a sociedade se desenvolva de maneira livre, aberta e plural — sem barreiras ou empecilhos para o seu desenvolvimento social ou econômico.

Pedro Rafael (PSD – 55.521): Liberal.

Roberto Motta (PSC – 20.300): De direita e conservador, com uma visão liberal da economia. Me identifico com pensadores conservadores como Burke, Russel Kirk e Roger Scruton, e com políticos conservadores como Churchill, Reagan e Margaret Thatcher. Abomino ideologia e combato o esquerdismo e o totalitarismo em todas suas formas.

Boletim da Liberdade: Qual é a sua avaliação sobre o governo Jair Bolsonaro?

Adriana Balthazar (NOVO – 30.003): Como eleitora de segundo turno, não estou satisfeita por conta dos retrocessos no combate à corrupção e à impunidade. Porém, há áreas que estão trabalhando bem, como a Lei da Liberdade Econômica e o Marco do Saneamento, e espero que consigam concluir as reformas tributária e administrativa.

Bruno Holanda (Cidadania – 23.333): Não posso concordar com um presidente que defende ditadores e flerte com a quebra democrática. Para além disso, política de meio ambiente, pauta econômica, combate à pandemia e falta de transparência são políticas desastrosas de um governo desastroso para o país.

Pedro Duarte (NOVO – 30.300): Um governo que teria totais condições de realizar as reformas necessárias para o desenvolvimento do país, mas que vem fracassando por conta da sua falta de habilidade política e de coerência para cumprir o que prometeu em campanha.

Pedro Rafael (PSD – 55.521): Trabalhei em Brasília e sei das dificuldades que há em diversos aspectos, mas é inegável que o governo se dedicou para aprovação de uma das principais reformas econômicas dos últimos anos: a Previdência, na qual tive a oportunidade de me dedicar. Avalio que pode melhorar em alguns pontos ainda.

Roberto Motta (PSC – 20.300): Excelente. É o começo da recuperação de décadas de domínio de populistas e esquerdistas. Conta com excelentes ministros e tem a coragem de propor reformas importantes. É ferozmente perseguido por toda a mídia, a academia e os “formadores de opinião”. Representa os valores do povo brasileiro.


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Boletim da Liberdade: Como você pretende defender a liberdade na Câmara Municipal?

Adriana Balthazar (NOVO – 30.003): Todo o desenvolvimento do meu trabalho já vem permeado de ideias e valores liberais: menor intervenção do estado, menos burocracia, livre iniciativa etc. Serei, como sou, uma voz a defender e expandir tais valores. Um dos valores mais caros do liberalismo é que o cidadão é o real agente de mudanças.

Bruno Holanda (Cidadania – 23.333): Dando acesso às contas do município e minha atuação como vereador à população, aproximando do dia a dia da Câmara. Com o projeto de Gabinete Itinerante teremos a aproximação na rua com o eleitor e com o app Meu Vereador, a online. Estarei atento a tudo que ameace a liberdade de empreender e viver.

Pedro Duarte (NOVO – 30.300): Serei um defensor ferrenho da liberdade, seja a partir da minha atuação, propondo medidas que facilitem o desenvolvimento econômico da cidade — como a Lei da Liberdade Econômica em nível municipal —, seja fiscalizando de perto a atuação da Prefeitura, defendendo uma atuação eficiente do estado.

Pedro Rafael (PSD – 55.521): Defendendo o gerador de emprego e pagador de imposto.

Roberto Motta (PSC – 20.300): Trabalhando contra toda e qualquer medida restritiva da liberdade individual, contra aumento de impostos, reduzindo a burocracia e as exigências que a Prefeitura impõe a empreendedores e engajando a Guarda no combate ao crime e na proteção da vida e propriedade dos cidadãos.

Vista aérea do Rio de Janeiro (Foto: AdobeStock)

Boletim da Liberdade: Por que você acredita que deve ser a escolha dos liberais na sua cidade?

Adriana Balthazar (NOVO – 30.003): Porque já provei que tenho coragem, ousadia e persistência para tamanho desafio. Os meus seis anos de ativismo me legitimam para tal.

Bruno Holanda (Cidadania – 23.333): Os liberais devem ter uma representação que seja de fato comprometida com a liberdade. Chega de sacrificarmos uma série de crenças apenas por uma política econômica meia boca. Ser liberal é amar a liberdade do outro acima de tudo, já que é confortável apenas defender seus interesses próprios.

Pedro Duarte (NOVO – 30.300): Participo de movimentos liberais há mais de 10 anos, sou líder Livres e candidato pelo Novo. Toda essa trajetória no meio liberal, somado à minha experiência em gestão pública, me capacitam a ser um representante fiel da liberdade com capacidade de produzir resultados efetivos na Câmara do Rio.

Pedro Rafael (PSD – 55.521): Há anos venho lutando por melhorias no Rio. Fui da Prefeitura e sei dos problemas. Faço parte da Associação Comercial do Rio, como diretor, e sei os problemas dos empregadores. Sou jovem e sei a dificuldade da maioria ter o seu primeiro emprego. Tenho certeza que podemos ajudar muito como vereador.

Roberto Motta (PSC – 20.300): Participo da luta pela liberdade desde 2007. Fui um dos 2 criadores do Novo (saí em 2016) e tenho experiência na iniciativa privada (35 anos), experiência em política e conhecimento teórico (publiquei 2 livros). E conheço muito sobre o assunto mais crítico do país: segurança pública. 


Por Evellyn Lima

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