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Presidente do Banco do Brasil diz que renuncia por não se adaptar à ‘cultura de privilégios, compadrio e corrupção’

O economista afirmou que já estava pedindo ao ministro da Economia para se retirar do cargo desde maio; alegação oficial é de necessidade de renovação
Rubem Novaes (Foto: Jose Cruz/Agência Brasil)
Rubem Novaes (Foto: Jose Cruz/Agência Brasil)
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O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, surpreendeu ao comunicar, nesta sexta-feira (24), seu desejo de renunciar ao cargo. Neste sábado (25), em entrevista à emissora CNN, o economista apresentou uma justificativa: disse que não conseguiu se adaptar à “cultura de corrupção” em Brasília. [1] [2] [3]

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Rubem Novaes foi diretor do BNDES, é ex-presidente do SEBRAE e doutor em Economia pela Universidade de Chicago – assim como o ministro da Economia Paulo Guedes. Além disso, Novaes também foi articulista do Instituto Liberal. De acordo com ele, existe uma “cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília” e ele está exausto por ter que lidar com isso.

Na mesma entrevista, Novaes enfatizou que já vem pedindo para abandonar o cargo desde maio. Na polêmica reunião ministerial do dia 22 de abril, cujo conteúdo foi divulgado com autorização do STF, Paulo Guedes declarou que desejava privatizar a instituição o mais rápido possível, enquanto o presidente Jair Bolsonaro pontuou que o assunto só poderia ser discutido após uma possível reeleição.

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O documento que pede a renúncia ao governo federal não inclui menções aos motivos alegados por Novaes na entrevista. No texto, lê-se apenas que a solicitação foi feita “entendendo que a companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”.

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