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Eduardo Paes: ascensão da agenda liberal foi ‘moda do processo eleitoral de 2018’

Ex-prefeito do Rio e pré-candidato à Prefeitura pelo DEM, Paes foi o novo entrevistado da série de conversas que o Boletim da Liberdade tem promovido com nomes que disputarão as principais praças do país

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/YouTube

O Boletim da Liberdade retomou nesta semana o conjunto de entrevistas em vídeo com pré-candidatos às prefeituras das principais praças do país. Em razão do avanço da pandemia do novo coronavírus, elas passarão a ser feitas em transmissões ao vivo – inicialmente, pelo Instagram. Na última terça-feira (3), foi a vez do ex-prefeito do Rio e pré-candidato à prefeitura Eduardo Paes (DEM) participar.

Em conversa que durou cerca de 40 minutos, Paes respondeu, entre outros pontos, sobre o porque querer ser candidato novamente e o que aprendeu na iniciativa privada – após deixar a Prefeitura, mudou-se para os Estados Unidos, teve uma passagem pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, e foi trabalhar em uma montadora chinesa como um dos principais execuivos para a América Latina.

“Não era o meu projeto ser candidato a prefeito. Eu quis ser governador do Rio, não venci as eleições e, quando não venci, não entrei nessa de “ah, não venci, vou aqui para uma segunda opção“, a de ser prefeito. […] Mas o que me leva ter mudado de opinião [para ser candidato novamente] é olhar o caminho que a cidade está indo. Olhar a tragédia que é a administração do Crivella e ver as alternativas que vão surgindo”, pontuou.

Novo ciclo

Na entrevista, o pré-candidato afirmou que, caso eleito, um novo mandato não representará a repetição dos antigos, mas sim o início de um novo ciclo compatível ao novo momento da cidade. Suas administrações ficaram marcadas, principalmente, por grandes obras de infraestrutura que remodelaram o Rio tendo em vista a realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

“Acho que os meus dois governos foram um encerramento de um ciclo no Rio de Janeiro. Um ciclo que começou lá em meados da década de 1990, no primeiro governo do Cesar Maia, quando se faz um planejamento estratégico para a cidade – que, de certa maneira, vigorou até 2016. [Encerrado o ciclo], fizemos um plano muito interessante, que era aquele ‘Rio 500’, olhando para os próximos 50 anos do Rio, muito interessante. Mas, infelizmente, dadas as características do prefeito Crivella, nada disso foi efetivo”, reclamou.

Iniciativa privada

Reconhecendo-se um político profissional por ter iniciado na política aos 21 anos apoiando a primeira eleição do ex-prefeito Cesar Maia, Eduardo Paes admitiu que faltava em sua formação “estar do outro lado do balcão”  – ou seja, ter uma experiência na iniciativa privada.

“Esse era um problema na minha formação. Eu não venho de uma família de políticos. Fui educado para ir para o setor privado, virar advogado, e acabei enveredando para o caminho da política”, pontuou.

O pré-candidato pelo DEM também afirmou que sua experiência na iniciativa privada nos anos pós-Prefeitura serão positivas para ajudar o Rio a “gerar emprego e crescimento econômico”.

“Sentado do outro lado do balcão, [foi possível] ver como é difícil empreender, como os governos dificultam, atrapalham, são burocráticos, presentes em excesso na vida das empresas… foi uma experiência muito interessante”, destacou.

Momento liberal

Perguntado pelo Boletim da Liberdade sobre a ascensão das ideias liberais na política, o ex-prefeito mostrou-se cético, avaliou que houve “uma moda no processo eleitoral de 2018 e que foi desmontada” e pontuou que, com a pandemia, o mundo deu uma guinada ao keynesianismo.

“Não gosto desses caras que se apegam [a ideias], que dizem ‘eu sou liberal e a cartilha manda isso’. Aí você vai vendo: a reforma da Previdência que quer salvar o mercado, mercado, mercado. E a legislação trabalhista, [alegavam que] as modificações que iriam aumentar o número de empregos. Cadê? Estou falando de pré-crise, depois da crise tudo ficou ruim. Não fizeram? E o teto da educação e gastos sociais? Todas essas foram medidas, na minha opinião, equivocadas. Eu nunca defendi essas medidas. Claro que você tinha que fazer a reforma da Previdência, mas tem que ter muito cuidado com isso. Porque o mercado vem, diz que ‘temos que fazer’, aí você faz e nada acontece. A economia continua ruim. Então tem um papel do Estado importante aí sim”, pontuou, citando – contudo – que em seu governo promoveu inúmeras concessões, PPP [Parcerias Público-Privadas] e privatizações.

Privatizei o zoológico. Imagina? Eu nem lembrava que o zoológico era da Prefeitura no início até um belo dia chegar um sujeito e falar que tínhamos uma emergência e que precisávamos comprar a carne do leão. O prefeito tinha que pensar no bife do leão, se a girafa ia quebrar o pescoço ou não ia. Eu privatizei o zoológico, os cemitérios. Uma vez me procuraram para conversar sobre o preço da gaveta e da cova rasa. Mas tem tarefas que são impossíveis. Precisamos ter uma saúde pública forte, a educação é essencialmente estatal, o combate à desigualdade e as políticas de transferência de renda precisam ser estatais”, disse.

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